Bush admite crise, mas pede confiança na economia dos EUA

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Palavras foram proferidas no discurso do Estado da União. Democratas criticam fala vazia

Bush admite crise, mas pede confiança na economia dos EUA
Palavras foram proferidas no discurso do Estado da União. Democratas criticam palavras vazias

Foi quase uma repetição do ano passado. No discurso do Estado da União, o presidente dos EUA, George W. Bush, voltou a falar ao Congresso e à nação sobre a guerra ao terrorismo, a importância de uma maior utilização das fontes renováveis de energia e mencionou, ainda que rapidamente, da necessidade de leis mais humanas aos imigrantes que vivem na América. Com relação à Economia, que enfrenta momentos difíceis e por isso era o assunto mais esperado da noite, Bush pediu a colaboração dos congressistas na aprovação rápida de medidas para contornar a recessão e manifestou sua confiança de que a crise não vai durar muito. ”A população deve equilibrar suas contas e o governo vai fazer o mesmo. A perspectiva é de crescimento a longo prazo”, disse o presidente.

O tradicional discurso do Estado da União é proferido anualmente (sempre nos meses de janeiro) pelo ocupante da Casa Branca, Este foi o último de Bush, que está no seu último ano na presidência da maior potência do mundo. Seu principal objetivo na noite de segunda-feira foi passar uma dose de confiança aos americanos e ao mundo no tocante à situação econômica do país. “Nossa economia, é verdade, está passando por um momento de incerteza”, admitiu, para em seguida elencar algumas medidas do pacote enviado ao Congresso.
Bush repetiu o chavão de que os Estados Unidos precisam garantir a segurança nas fronteiras, mas reconheceu que o país precisa adotar medidas “sensatas e humanas” para resolver a situação dos milhões de imigrantes ilegais que estão na América. “A imigração ilegal é complicada, mas pode ser resolvida”, ressaltou o presidente. Para ele, a solução está em leis que respeitemos ideais mais altos do povo americano.

O discurso do Estado da União foi duramente criticado pelos opositores do Partido Republicano. Os dois principais candidatos democratas à sucessão de Bush consideraram as palavras vazias. O senador Barack Obama afirmou que a fala do presidente “não reflete o que os Estados Unidos vêem e não se refere aos desafios que enfrentamos”. Já a ex-primeira dama e senadora por New York Hillary Clinton classificou o discurso como “frustrante” e destacou que o país precisa de um líder que entenda os “urgentes desafios econômicos que nossas famílias enfrentam”. Pelo lado republicano, o também senador John McCain aplaudiu os esforços do presidente para reduzir a crise.