Bush defende novo plano para Iraque e redução da gasolina

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Presidente disse serem necessárias reformas migratória e no sistema de saúde

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu na noite desta terça-feira, em seu discurso do Estado da União, que os parlamentares apóiem o plano de ampliar a presença militar no Iraque e apresentou um programa para que a nação reduza em 20% o consumo de gasolina nos próximos dez anos.

Falando pela primeira vez a um Congresso controlado por democratas, Bush abriu o discurso afirmando que “esta é a primeira vez que um presidente se dirige à Nação com uma mulher no comando da Casa”, solicitando aplausos à Nancy Pelosi.

Bush pediu ainda “uma chance” para que o novo plano para o Iraque possa funcionar, solicitando que o partido democrata “coopere para que os Estados Unidos conquistem grandes ideais”, pois “uma derrota no Iraque seria horrível para o País”.

“Nosso trabalho é fazer a vida ser melhor para os norte-americanos e ajudá-los na construção de um futuro de esperança e oportunidade. Nós temos à frente dificuldades e inimigos, e temos que agir juntos para vencê-los”, disse.

Economia, saúde e imigração
O primeiro tópico do discurso foi a economia. Bush disse que “o futuro, com esperança e oportunidade, começa com o crescimento da economia. A economia está mudando e nosso trabalho é fazer ela crescer neste caminho”, assegurando o surgimento de um milhão de empregos até 2009.

O presidente norte-americano diz ser necessário que todos tenham acesso a planos de saúde e a medicamentos, através de uma ampla reforma do sistema de saúde do país, buscando leis feitas “para proteger médicos e pacientes”. Bush pediu ainda que o Congresso aprove a Lei de Imigração, “abrindo caminho à uma regularização digna e justa dos ilegais, sem anistia ou animosidades”

“Impulsionar a esperança e as oportunidades em nosso país requer um sistema migratório digno dos Estados Unidos, com leis que sejam justas e fronteiras seguras”, afirmou.

Redução do consumo de gasolina
Bush propôs a redução de 20% do consumo nacional de gasolina até 2017, diminuindo o equivalente a três quartos do petróleo da importação de petróleo do Oriente Médio. A medida buscaria tornar o país “menos vulnerável”, para que um dia consiga a “subsistência energética”.

Esta redução será obtida através do aumento da oferta de combustíveis alternativos, como o etanol, e a melhora da eficiência dos motores dos automóveis. “Esta dependência nos deixa vulneráveis a regimes hostis e a grupos terroristas”, afirmou o norte-americano.

O presidente reconheceu, pela primeira vez em seu governo, que “as mudanças climáticas são um problema sério” e que as novas medidas ajudarão os Estados Unidos a enfrentar este novo desafio mundial.

Guerra no Iraque
Citando grupos considerados terroristas para os EUA, como o Hezbollah e Al-Qaeda, Bush disse temer novos atentados em solo americano, com “a certeza de que os horrores da manhã de 11 de Setembro foram apenas sinais do que os terroristas desejam para nós – a não ser que nós os façamos parar”. “Os EUA são ainda uma nação em guerra”, acrescentou.

Como no discurso no qual anunciou o reforço de mais 20 mil novos soldados para o Iraque, Bush reafirmou que Síria e Irã apóiam o Hezbollah e milícias sunitas e xiitas que promovem uma guerra civil no Iraque, representando uma ameaça aos Estados Unidos.

O presidente pediu apoio do Congresso à guerra no Iraque, afirmando que “os EUA podem perder a guerra e isto seria horrível”. “Nada é mais importante hoje do que os Estados Unidos terem sucesso no Oriente Médio e no Iraque. Bagdá precisa se segura. Por isso precisamos de mais recrutas, mais apoio, mais disponibilidade orçamentária, rumo à vitória”.

Bush lembrou países comunistas, como Cuba, Bielorúsia e Coréia do Norte, dizendo que os Estados Unidos estão lutando no Afeganistão e no Iraque para que estes países sejam um dia democráticos. O presidente lembrou a necessidade de soluções para problemas mundiais atuais, como as ambições nucleares iranianas, o conflito israelo-palestino e o genocídio em Darfur.

Voltando suas atenções à África, o presidente pediu, na parte final de seu discurso, que o Congresso aprove fundos para programas contra doenças que matam milhares no continente, como Aids e malária.

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