Histórico

Bush volta a tratar imigração como prioridade do seu governo

Presidente fez discurso no Congresso e reiterou intenção de lançar programa do trabalhador temporário

Em seu discurso no Congresso Nacional sobre o Estado da União (no dia 23 de janeiro), o presidente dos EUA, George W. Bush, falou sobre sua política para o Iraque, aquecimento global e propostas para a área de saúde pública, entre outros assuntos. Mas o presidente norte-americano enfatizou que a questão da imigração é uma das prioridades do seu governo em 2007: “Temos que resolver o problema da imigração ilegal, desenvolvendo um sistema que seja seguro, produtivo e justo”, disse Bush no documento.
Ele enviou aos senadores e representantes (deputados) um projeto que prevê uma maior proteção nas fronteiras, a criação do programa do trabalhador temporário e a solução para a situação dos indocumentados que já vivem no país. “Todas estas medidas devem ser tomadas simultaneamente, caso contrário não surtirão o efeito desejado”, afirmou Bush. Nesse sentido, ele revelou que foram destinados mais de dez bilhões de dólares em verbas para garantir a proteção das fronteiras dos Estados Unidos, o que vai permitir o aumento em 63% no número de agentes de imigração.
Além disso, Bush disse que, na questão trabalhista, os empregadores devem se responsabilizar pelos funcionários que contratam: “O emprego de indocumentados será combatido com pesadas multas e processos”. Ao mesmo tempo, ele garantiu que será criado um programa temporário para trabalhadores. “A América necessita incrementar sua economia e muitos negócios precisam contratar empregados para funções que norte-americanos não estão cumprindo”, explicou o presidente. Para tanto, a idéia de Bush é colocar em prática um sistema que seja benéfico tanto ao país quanto aos imigrantes, que seriam enquadrados às leis norte-americanas.
No documento, Bush também se mostrou favorável ao que chamou de “meio-termo” entre um programa de deportação em massa e uma total anistia aos indocumentados. “Estas alternativas não seriam inteligentes nem realistas”, finalizou Bush.

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