Câmara dos Representantes aprova pacote de Obama

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Plano de incentivo à economia no valor de 819 bilhões de dólares será analisado pelo Senado na próxima semana

O primeiro passo para que o plano de estímulo à economia americana idealizado pelo presidente Barack Obama seja colocado em prática já foi dado: a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou o pacote de 819 bilhões de dólares para conter a crise com investimentos em infraestrutura, educação e energia renovável, além de incentivos fiscais e geração de empregos. O programa será submetido, agora, ao Senado, que deverá analisar a questão na próxima semana.
A votação.mostrou um placar de 244 votos favoráveis ao pacote e 188 contrários. O resultado não foi exatamente uma surpresa, pois a maioria democrata já indicava que a proposta seria aprovada. No entanto, Obama manifestou seu desapontamento com a falta de apoio do Partido Republicano. Além disso, alguns membros do partido do presidente também não defenderam a causa. Antes da votação na Câmara, Obama ressaltou que “o país não pode desperdiçar um minuto sequer” na luta contra a crise.
Espera-se que o plano tenha o mesmo destino no Senado, também de maioria democrata. Até lá, porém, é certo que o assunto será amplamente negociado entre os parlamentares e debatido, não apenas no Congresso. Em alguns pontos do pacote, há claras diferenças entre o que quer a Casa Branca e o que desejam os congressistas. De qualquer forma, a vitória representa uma demonstração de força do novo presidente, em seu primeiro desafio na Câmara.
Alguns detalhes do plano de Obama já foram divulgados e algumas das prioridades incluem os setores de educação e construção de estradas. Estão previstos também cortes de impostos para empresas e pessoas físicas, ajuda a Estados e ampliação do auxílio-desemprego. Dos 825 bilhões de dólares, pelo menos 550 bilhões seriam dirigidos a gastos emergenciais e os 269 bilhões restantes devem fazer parte de um programa de redução de impostos com duração mínima de dois anos. Há verbas também para aumento temporário nos subsídios federais à saúde pública nos Estados e para estimular a produção de fontes de energia alternativa.