Caso de estudante guatemalteco renova esforços por Dream Act

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Jovem de 24 anos está em processo de deportação no Maine e apela até a Obama

Mais um estudante latino-americano está no foco dos debates sobre imigração nos Estados Unidos. O guatemalteco Selvin Arévalo, de 24 anos, sendo que dez deles vividos no estado de Maine, está atrás das grades e em processo de deportação desde que se envolveu em um acidente sem gravidade e foi mandado para um centro de detenção porque não tinha carteira de motorista. Arévalo já mandou uma carta para o presidente Barack Obama manifestando a sua vontade de permanecer no país para cursar a faculdade de informática.
O caso do guatemalteco reativou entre os ativistas o trabalho em prol da aprovação do projeto de lei conhecido como Dream Act. Algumas entidades pró-imigrantes já se reuniram com as senadoras republicanas do Maine, Susan Collins e Olympia Snowe, para que elas – num primeiro momento – impeçam a deportação do jovem e, a curto e médio prazo, apoiem a ideia de legalização de estudantes que chegaram ao país entre de completar 16 anos de idade e aqui cursaram o Ensino Médio (High School). O projeto Dream Act foi apresentado pela primera vez em 2001.
Na carta a Obama, Arévalo manifestou o seu desejo de ingressar na faculdade e ressaltou que é um líder em sua igreja. “Além disso, queria muito poder visitar meus parentes na Guatemala, que há oito anos eu não vejo”, acrescentou o jovem. A diretora jurídica First Focus, Wendy Cervantes, assinalou que o caso é comum entre os indocumentados: São centenas de milhares de jovens que chegaram à América ainda criança e estão vivendo à margem da sociedade por causa do sistema de imigração falido. “É moralmente incorreto castigar jovens por circunstâncias que escapam ao controle deles. O Dream Act é a única via de colocar um ponto final nesta injustiça”, afirmou Wendy.