Cessar-fogo quer fim dos conflitos na Líbia, mas levanta suspeitas

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Sugestão de primeiro-ministro não menciona destino do ditador Kadafi após as mudanças

Depois de quase três meses e pelo menos 15 mil mortos, o conflito na Líbia, ao que parece, está próximo de acabar. Pelo menos é isso que indica uma suposta carta enviada pelo pelo primeiro-ministro do país, Baghdadi Al-Mahmudi (foto), a vários governos estrangeiros. Apesar de demonstrar boa-vontade, o líbio não mencionou o papel que o ditador Muammar Kadafi poderia desempenhar no futuro daquela nação africana.

O futuro da Líbia será radicalmente diferente do que existia há três meses. Este sempre foi nosso plano, só que agora teremos que acelerar o processo. Só que para isso temos que deixar os combates e começar a dialogar, diz o chefe de governo em sua carta, pedindo ainda ajuda humanitária à população. Para interromper o ciclo de violência no país, Al-Mahmudi acredita que na concessão de anistia para todas as partes e elaboração de uma nova Constituição.

O cessar-fogo seria controlado pela ONU, mas os últimos dias foram bastante intensas na região: quatro fortes explosões em Trípoli mostraram que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não está de brincadeira. Segundo testemunhas, os bombardeios atingiram instalações civis e militares, já que o alvo principal do ataque era o quartel-residência de Kadafi. A intervenção internacional, determinada pelas Nações Unidas, visa a impedir a sangrenta repressão das tropas leais ao ditador sobre os rebeldes líbios.