Todd Lyons, diretor do ICE (Immigration and Customs Enforcement), renunciou na quinta-feira (16) depois de comandar um período de forte expansão da agência dentro da política de deportações em massa do governo dos Estados Unidos.
A saída acontece em meio ao aumento das operações de fiscalização migratória, com mais contratações, ampliação da capacidade de detenção e maior presença de agentes nas grandes cidades, especialmente em áreas governadas por democratas.
O ritmo acelerado das ações elevou a pressão sobre o ICE e aumentou o desgaste interno da agência, que passou a operar sob forte escrutínio político e maior visibilidade pública.
As operações também ampliaram a tensão em várias cidades, com protestos e críticas de grupos de direitos civis às táticas usadas em detenções e abordagens. O período foi marcado pela morte de dois cidadãos americanos durante ações de agentes federais em Minneapolis, incluindo Renée Good e Alex Pretti, casos que aumentaram significativamente o escrutínio sobre a atuação da agência.
Em carta ao Departamento de Segurança Interna, Lyons afirmou que deixa o cargo por motivos familiares e disse confiar que o ICE vai seguir cumprindo sua missão com “integridade e profissionalismo”.
