Chertoff e Giuliani criticam Senado pelo fim da reforma

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Secretário de Homeland Security afirma que seu trabalho ficou mais difícil, sem a reforma

Da redação
O fim de semana foi de críticas dirigidas aos senadores norte-americanos, por várias partes. A mais contundente delas veio do secretário de Homeland Security, Michael Chertoff. “Vai ser difícil eliminar a imigração ilegal. Não temos condições de impor o cumprimento da lei, de uma maneira efetiva e respeitando os trabalhadores imigrantes desse país”, afirmou Chertoff, ontem, após criticar severamente os legisladores do país por terem falhado na aprovação de uma reforma imigratória.
A preocupação principal do secretário é em relação às fronteiras do país. Um pré-acordo com os senadores já haviam garantido uma verba extra de 4,4 bilhões de dólares para reforço da segurança no país. Com a queda da reforma, o novo budget pode também sofrer alterações.
Chertoff apostava no novo sistema de checagem de status imigratório, junto às empresas norte-americanas, como uma forma eficiente de garantir a estadia, no país, apenas de trabalhadores legalizados. O sistema estava previsto na reforma.
“Esse seria a melhor arma para resolvermos o problema. Agora, usaremos os recursos que temos da forma que pudermos”, afirmou.
Rudy Giuliani
Em New Orleans foi o pré-candidato à presidência, Rudolph Giuliani, que se posicionou a favor da reforma e contra o radicalismo dos senadores republicanos. “Precisamos de uma polícia mais forte de segurança nas fronteiras. Não sabemos quem são e o que querem no país, as pessoas que entram ilegalmente pelas fronteiras”, afirmou Rudy, que era prefeito de New York durante os ataques de 11 de setembro e teme a entrada de mais terroristas no país, por vias ilegais.