Cias aéreas declaram guerra a sites de vendas de passagens

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Grandes companhias aéres mundiais estão declarando guerra aos grandes sites de vendas de passagens aéreas. A primeira a declarar guerra foi a alemã Lufthansa. E agora o grupo AirFrance-KLM pode adotar a mesma estratégia para combater os sites de comparação de bilhetes aéreos na internet. Na semana passada, a companhia alemã anunciou a cobrança de taxa extra de 16 euros sobre todos os bilhetes comprados fora de seu site oficial ou de sistemas operados por agentes de turismo profissionais. A ideia, claro, é atrair os clientes diretamente ao site da companhia e evitar quaisquer intermediários virtuais, operados por mecanismos de distribuição global (chamados GDS), fugindo de taxas agregadas encontradas em lojas e sites virtuais como Expedia, Priceline e Kayak. E esta semana a AirFrance-KLM confirmou estar estudando medidas semelhantes. As informações são do jornal O Globo.

A declaração irritou as operadoras Sabe e Amadeus — um sistema através do qual funciona a maioria das reservas de viagens do mundo. O caso da AirFrance-KLM, porém, é distinto. Isso porque a empresa tem ainda por cumprir dois anos de um contrato firmado com a Amadeus.

A decisão da Lufthansa significa que, para o consumidor, será mais barato comprar bilhetes aéreos no próprio site da empresa e não mais em sites de comparação de preços. Segundo a empresa, dois terços de seus voos são reservados através desses sistemas GDS externos. Apenas um terço deles é vendido pelo site Lufthansa.com — e o resto vem de provedores externos que cobram encargos pela transação. A empresa alemã vai começar a cobrança da nova taxa em 1º de setembro, e a mudança incluirá, ainda, as outras subsidiárias do grupo, que incluem Austrian Airlines, Brussels Airlines e Swiss.

A estratégia tem causado inquietação no mercado. Afinal, primeiro, as companhias tentaram oferecer vantagens e bônus aos clientes em programas de milhagem. Depois ofereceram códigos promocionais com descontos e, por fim, algumas decidiram não mais autorizar a comercialização de suas passagens em sites de agências de turismo online, como aconteceu com a americana Delta, e a remoção de seus serviços de portais como o TripAdvisor, por exemplo. Caso a tendência se confirme na indústria aérea, a receita desses sites de agências online pode despencar. E o mundo poderá presenciar uma constante mudança no preço das tarifas.