Começa nos Estados Unidos segundo teste com vacina contra o ebola

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A vacina foi desenvolvida por cientistas canadenses

DA REDAÇÃO COM AGÊNCIAS

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Começa nos Estados Unidos segundo teste com vacina contra o ebola

O sistema de saúde americano deu início na quarta-feira (22) ao segundo teste clínico, em humanos, com uma vacina experimental canadense contra o ebola. Conhecido como VSV-ZEBOV, o imunizante foi desenvolvido por cientistas da Agência de Saúde Pública do Laboratório Nacional de Microbiologia do Canadá e licenciado para a americana NewLink Genetics Corp., sediada no estado americano de Iowa.

O último teste consiste em aplicar duas doses, uma estratégia conhecida como dose inicial-reforço (ou “prime boost”), em 39 adultos saudáveis para verificar a resposta do sistema imunológico, informaram o Instituto Nacional de Saúde (National Institutes of Health, nome em inglês) em um comunicado.

No início de outubro, o Instituto Walter Reed de Pesquisas do Exército americano iniciou seu teste próprio com a VSV-ZEBOV como uma vacina de dose única em suas instalações, em Maryland. Segundo as autoridades, a vacina não tem a capacidade de fazer alguém desenvolver o ebola.

A VSV-ZEBOV é uma das duas vacinas experimentais que a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse ter apresentado resultados promissores quando testadas em macacos.
Os primeiros resultados dos testes com estas vacinas, que incluirão segurança e dados sobre a resposta imunológica, são esperados para o final de 2014.

Ebola
Não existe medicamento aprovado para tratar o ebola, nem vacinas no mercado para evitar a doença, ainda que o vírus tenha sido descoberto em 1976, há quase quarenta anos.

A crescente epidemia no oeste da África, que já matou mais de 4.800 pessoas desde o início do ano, pressionou as autoridades a acelerar a realização de testes com as vacinas.

Monitoramento
Autoridades de saúde dos Estados Unidos revelaram na quarta-feira (22) novas medidas para monitorar qualquer pessoa que entrar no país proveniente das três nações da África Ocidental que estão no centro da epidemia de ebola, ampliando as ações para deter a disseminação do vírus.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) afirmou que, a partir da próxima segunda-feira, viajantes de Libéria, Serra Leoa e Guiné serão encaminhados para verificação com agentes de saúde todos os dias e terão que informar suas temperaturas e quaisquer sintomas do ebola durante 21 dias, o tempo de incubação do vírus.

Os passageiros terão que fornecer e-mails, números de telefone e endereços durante este período, e as informações serão compartilhadas com autoridades de saúde locais. Cerca de setenta por cento dos viajantes oriundos destes países africanos têm como destino os estados de Nova York, Pensilvânia, Maryland, Virgínia, Nova Jersey e Geórgia.