Confirmação de doping em americano pode render ouro olímpico ao Brasil

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Equipe do 4 x 100m ficou em segundo lugar nos Jogos de Sidney, em 2000

Com a confirmação que o velocista norte-americano Tim Montgomery correu dopado nos Jogos de Sydney-2000, a equipe brasileira do revezamento 4×100 m, que chegou em segundo lugar, atrás do quarteto dos Estados Unidos, tem esperanças de herdar o ouro olímpico. Claudinei Quirino, Edson Luciano, André Domingos e Vicente Lenílson torcem para colocar a medalha dourada no peito, mas lamentam que as glórias de campeão olímpico não serão recuperadas com o reconhecimento tardio.

“Eu vou ficar feliz com o ouro, não vou ser hipócrita de falar que não. Mas o que deixamos de conquistar naquela época, ouvir o hino, mesmo a parte financeira, isso nunca mais vai voltar. Eu vi o que aconteceu com a Maurren, o choro dela no pódio, aquela alegria. Isso o time do 4×100 m brasileiro nunca vai ter, mesmo sendo os únicos campeões das Olimpíadas de Sydney. Esse ouro será na hora errada”, diz Edson Luciano.
Montgomery fez parte do time do revezamento 4×100 m que deu a medalha de ouro aos EUA em Sydney. Ex-recordista mundial, ele correu apenas nas eliminatórias. A chance de o Brasil herdar o ouro de Sydney-2000, que seria o único de toda a delegação brasileira nos Jogos, existe, mas todos os envolvidos com o assunto lidam com isso de forma cautelosa. Existe um precedente que pode manter o resultado dos norte-americanos.
O 4×400 m dos EUA viveram caso semelhante, também relativo a 2000. Jerome Young admitiu ter participado dos Jogos dopado, mas disputou apenas as eliminatórias da prova.

Corte Arbitral

O caso foi até a Corte Arbitral do Esporte, na Suíça, que decidiu que o time não seria punido. Tempos depois, Antonio Pettigrew, que disputou a final, admitiu ter competido dopado e o time foi, então, eliminado. “A Confederação Brasileira de Atletismo aguarda com muita atenção o desenrolar do caso para, no momento devido, caso confirmadas as declarações, atuar no sentido de que a medalha de ouro seja entregue a quem de direito”, afirmou, em nota oficial, o presidente da entidade, Roberto Gesta de Mello.