Conflito em Gaza já deixou mais de 50 mil desabrigados

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ONU calcula ainda que 400 mil pessoas estão sem água encanada

A Organização das Nações Unidas divulgou estimativa de que cerca de 50,8 mil pessoas ficaram sem casa na Faixa de Gaza devido à ofensiva israelense das últimas três semanas. De acordo com o mesmo estudo, outras 400 mil pessoas estariam sem acesso a água encanada. A região agora luta para juntar os cacos, já que governo de Israel anunciou um cessar-fogo e continua retirando soldados do território. Segundo as autoridades, o objetivo da ofensiva em Gaza – conter o lançamento de foguetes contra o território israelense, promovido pelo grupo palestino Hamas – foi atingido. O Hamas, no entanto, também declarou uma trégua e disse que manteve intactas suas bases de lançamento de foguetes e continuará desenvolvendo sua capacidade de atacar Israel, segundo afirmou um porta-voz da facção militar do grupo.

Vizinhanças inteiras em Gaza foram transformadas em escombros pela máquina de guerra. Em visita ao local, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ficou estarrecido. A situação exige que suprimentos básicos cheguem ao território o quanto antes, para evitar novas mortes. Fontes palestinas dizem que pelo menos 1,3 mil palestinos morreram na ofensiva israelense, que começou em 27 de dezembro.
Em uma reunião no Kuwait, os países da Liga Árabe mostraram estar divididos quanto à melhor forma de reagir à crise em Gaza. O presidente do Egito, Hosni Mubarak, disse que o Hamas foi culpado pelos ataques israelenses por sua recusa em renovar o cessar-fogo que expirou em dezembro. Por sua vez, o presidente da Síria, Bashar Al-Assad, disse que os líderes árabes deveriam adotar uma resolução declarando Israel uma “entidade terrorista” e apoiando o que qualificou de “resistência palestina”. Já o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, pediu a retomada das negociações para um governo de união das diversas facções palestinas e a realização de eleições presidenciais e parlamentares.