Conflitos na Faixa de Gaza já mataram mais de mil

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Conselho de Segurança da ONU apela por cessar-fogo imediato

Mais de mil palestinos e pelo menos 13 israelenses já morreram desde que começaram os conflitos na Faixa de Gaza, no dia 27 de dezembro. A ofensiva de Israel está mobilizando a comunidade internacional e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas já reiteirou o pedido de cessar-fogo na região.

Apesar dos apelos da ONU para que a população civil seja protegida e que as escolas e instalações de saúde devam ser consideradas áreas de paz, informações dão conta que pelo menos 670 palestinos mortos são civis. Já Israel afirma que 10 soldados e três civis foram mortos pelos militares do movimento palestino do Hamas na faixa de Gaza.

A líder palestina da Coalizão Internacional contra a Impunidade (International Coalition against Impunity, em inglês), May Sobhi Khansa, acusou Israel de cometer crimes contra a humanidade na Tribunal Penal Internacional (TPI, em inglês). Khansa encaminhou um relatório de 25 páginas pedindo a investigação a Corte pelos crimes envolvendo crianças e mulheres palestinas. Oficiais do TPI deverão fazer alguma declaração sobre o documento apresentado.

Segundo investigações da ONU, o assassinato de cerca de 30 palestinos em Zeitoun, no sudeste de Gaza, poderá ser caracterizado como crime de guerra. De acordo com quatro sobreviventes citados em relatório da ONU, militares de Israel mandaram cerca de 110 civis se abrigarem em uma casa de Zeitoun. Vinte e quatro horas depois, o local foi atingido por três projéteis – metade dos palestinos que buscaram refúgio no local eram crianças, afirma o relatório, que também acusa os militares israelenses de impedirem equipes médicas de chegarem ao local para retirar os feridos.