Congressista recolhe assinaturas de cidadãos afetados pelas operações do ICE

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Lista será enviada para o futuro presidente, Barack Obama

Incansável defensor dos imigrantes, o congressista Luis Gutiérrez – democrata de Illinois – decidiu adotar uma nova tática para mostrar ao futuro presidente, Barack Obama, a importância de um reforma imigratória ampla, nos primeiros dias de governo. O deputado está elaborando uma lista com nomes de pessoas cujas vidas estão sendo impactadas pelas cada vez mais restritivas leis imigratórias e pelas operações realizadas pelo ICE (Immigration and Customs Enforcement). Em menos de 24 horas, Gutiérrez conseguiu registrar mais de mil cidadãos e residentes permanentes aqui na América, mas o objetivo é reunir mais de um milhão de nomes e enviar a lista para Obama, que também é democrata de Illinois.

“Queremos reunir estes testemunhos para comprovar que o sistema de imigração no nosso país é falho. Todas estas pessoas aqui listadas tiveram em seu círculo familiar alguém afetado”, explicou o congressista. Os participantes da iniciativa são, em sua maioria, hispânicos e imigrantes de países do leste da Europa. “A campanha vai ajudar a colocar rostos no tema da reforma e nos 12 milhões de indocumentados que sofrem por causa desta indefinição”, acrescentou o parlamentar.

Gutiérrez, que é portorriquenho de origem, já apresentou ao Congresso várias propostas de mudança nas leis imigratórias.
A idéia de preparar a lista foi colocada em prática no sábado (dia 15 de novembro), numa igreja na cidade de Pilsen, em Illinois, onde mais de 60 voluntários estão colhendo as assinaturas. O próprio congressista esteve no local e externou seu desejo que a iniciativa seja replicada por outros deputados e senadores em seus respectivos estados.

Muitos dos participantes do ato vieram de cidades distantes, desde o Texas até New Jersey, apenas para manifestar o descontentamento com as atuais diretivas do governo no tocante aos imigrantes. Um deles foi Alejandra Contreras, de Houston (TX), que está há seis anos tentando regularizar a situação dos três irmãos, que vivem desde a adolescência nos EUA. “Eles foram chamados de volta ao México para receber os documentos, mas até agora a situação não foi resolvida e eles estão sozinhos em Juárez”, contou.