Histórico

Continuam buscas por desaparecidos em ponte que desabou nos EUA

Estado de S. Paulo

Equipes de resgate procuravam na quinta-feira cerca de 30 pessoas desaparecidas no desabamento de uma ponte sobre o rio Mississippi, que provocou uma avalanche de concreto e aço e lançou carros de uma altura de vários andares.

O governador de Minnesota, Tim Pawlenty, disse à rede CNN que o número de mortos confirmados agora chegava a quatro, depois de ter sido informado que chegaria a nove. Cerca de 60 pessoas ficaram feridas.

Investigadores federais estavam apurando as causas. A ponte de aço em Minneapolis, que tinha 40 anos, desmoronou de repente na hora do rush verspertino de quarta-feira. “Vamos cair na água”, gritavam as pessoas, segundo testemunhas.

“Não há dúvida de que o número de fatalidades vai subir”, disse Pawlenty, à rede NBC. “E sabemos que há vários carros na água aonde não conseguimos chegar, e eles estão submersos desde ontem à noite.”

Na quinta-feira, autoridades locais diziam haver de 20 a 30 desaparecidos, inclusive alguns operários que trabalhavam na ponte e também caíram, de uma altura de cinco andares. Algumas das oito pistas da ponte estavam interditadas devido às obras.

Segundo Pawlenty, um relatório de 2005 do Departamento de Transportes fazia críticas à ponte, apontando “deficiências estruturais” e recomendando sua substituição. O jornal Minneapolis Star-Tribune disse que, numa escala de 0 a 9, a superestrutura da ponte recebeu nota 4. O governador disse que a ponte havia sido inspecionada em 2005 e 2006.

Ele afirmou que o Corpo de Engenheiros do Exército vai usar barcaças para remover os destroços daquele trecho de rio, agora interditado à navegação, que normalmente é uma importante artéria comercial do centro dos EUA.

Autoridades federais estão a caminho de Minneapolis para participar da investigação.

Cerca de 60 pessoas ficaram feridas, e algumas foram tiradas de veículos semi-submersos, enquanto outros conseguiram se salvar nadando. Testemunhas estimam que havia 50-60 veículos sobre a ponte naquele momento.

Um ônibus escolar também foi envolvido no acidente. Sangrando e com arranhões, os 59 ocupantes, entre crianças e adultos, conseguiram sair pela parte traseira do veículo. “Havia fumaça e barulho, todo mundo gritando”, contou uma menina.

Jay Danz, que passou em uma avenida sob a ponte pouco antes do desabamento, disse ao Star-Tribune: “Ouvi `a estrutura` rachando e fazendo barulhos que não devia. E aí a ponte simplesmente começou a desmanchar.”

Entre 100 mil e 200 mil veículos passam diariamente por aquela ponte. (Reportagem adicional de David Morgan e Doina Chiacu em Washington)

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