Contrariado, Brasil assina decreto com sanções ao Irã

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Apesar de ter votado contra resolução, País apoia multilateralismo do Conselho de Segurança da ONU

Contrariado. Assim estava o presidente Lula após assinar o decreto que estabelece novas sanções econômicas ao Irã, aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. O motivo é simples: O Brasil, ao lado da Turquia, ambos participando como membros não permanentes da entidade, votaram contra a resolução.

Para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a medida da ONU não vai ajudar a solucionar a questão do programa nuclear iraniano, mas explicou que Lula assinou o decreto porque acredita no “multilateralismo” das Nações Unidas. “Temos a tradição de cumprir com as resoluções do Conselho de Segurança, mesmo quando não concordamos com elas, como acontece nesse caso. O presidente Lula é contra decisões unilaterais”, disse o ministro.

As sanções ao Irã e ao seu presidente Mahmoud Ahmadinejad foram defendidas pelas grandes potências mundiais, em especial os Estados Unidos, que não acreditam no programa nuclear com fins pacíficos do país muçulmano. Entre as medidas propostas pela Onu está a proibição da venda de várias categorias de armamentos pesados ao Irã.