Coreia do Norte fuzila ministro que dormiu em cerimônia do governo

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Uma das últimas aparições do ministro em público
Uma das últimas aparições do ministro em público

A Coreia do Norte executou seu ministro da Defesa, Hyon Yong-chol, acusado de traição e desrespeito após ter caído no sono durante um evento com a presença do ditador do país, Kim Jong-un, relatou na terça-feira (12) a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

A informação foi divulgada pela mídia da Coreia do Sul com base em informe da agência de inteligência de Seul a uma comissão parlamentar.

Segundo o relatório, o ministro norte-coreano foi destituído de seu cargo e fuzilado numa academia militar em Pyongyang no dia 30 de abril. A execução foi vista por centenas de pessoas.

“A política interna norte-coreana está muito volátil. Parece não haver nenhum respeito por Kim Jong-un nos níveis fundamental e médio da liderança no país”, disse o especialista Michael Madden à agência Reuters.

A forma como Hyon foi executado – fuzilamento por artilharia antiaérea – é também vista como um sinal de desconforto por parte de Kim e é “indicativo da forma impulsiva da sua tomada de decisões”, disse Madden à BBC.

No mês passado, a inteligência sul-coreana havia informado que Kim Jong-un já executou, só neste ano, 15 altos funcionários do regime como punição por desafiar sua autoridade.

Em 2013, o ditador – que assumiu o poder no final de 2011, depois da morte do pai, Kim Jong-il – expurgou e executou seu tio Jang Song-thaek, que chegara a ser considerado o número dois do regime.