Criança brasileira com síndrome rara vem aos EUA para tratamento

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Nathan Feitosa, de 10 anos, sairá de Natal (RN) com destino a MA

Foto: Ricardo Araújo/G1
Nathan Feitosa

DA REDAÇÃO COM G1 – Ele tem dez anos, mas parece uma pessoa com idade avançada. Nathan Feitosa, de 10 anos, nasceu com a síndrome de progéria – uma alteração genética rara e fatal, caracterizada pelo envelhecimento acelerado. Pela projeção médica, ele não tem muitos anos de vida pela frente. Na esperança de que alguma coisa pode ser feita para melhorar a vida da criança, os pais de Nathan conseguiram que o garoto fosse aceito pela Progeria Research Foundation, em Peabody, no estado de Massachusetts.

“Há uma luz no fim do túnel. E é nos Estados Unidos que nós vamos encontrá-la”, comemorou o pai de Nathan, o delegado de Polícia Civil Normando Feitosa ao receber que o filho havia sido selecionado para participar de um tratamento inovador em Massachusetts. A tentativa desesperada da família é de prolongar a vida do menino. A expectativa de vida é de 15, 18, de no máximo 20 anos.

A viagem está marcada para o dia 14 de julho, quando ele e o pai sairão de Natal (RN), onde moram, com destino a Massachusetts. “Sei que ainda não há cura, mas tudo o que fizerem por ele será muito importante para a nossa família”, acrescentou o pai. O garoto é o filho do meio e o único que apresenta a síndrome. Os dois vão fica por uma semana em Massachusetts com todas as despesas pagas pela instituição americana.

O caso de Nathan vem sendo acompanhado de longe pelo Progeria Research Foundation desde que ele tinha 3 anos. Agora, a expectativa é que ele possa receber medicamentos, ainda em fase de testes, que prometem devolver o peso que ele vem perdendo e, assim, melhorar a qualidade de vida.

Doença
Crianças com progéria morrem cedo e, geralmente, de doenças cardíacas, como os idosos. Essas crianças podem sofrer ataques cardíacos e derrames já com 5 anos de idade. Para uma criança que nasceu com a síndrome, um ano de vida representa cinco anos de envelhecimento.

Estima-se que pouco mais de 100 crianças espalhadas pelo mundo sofrem deste mal. No Brasil, menos de uma dezena de casos são conhecidos. No Rio Grande do Norte, onde Nathan vive, há apenas mais um criança com progéria.