Crise atinge a Fórmula 1

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Reunião de quatro horas sela acordo para redução de custos na F-1

Os termos ainda não foram anunciados, mas finalmente a Federação Internacional de Automobilismo e a Associação das Equipes da Fórmula 1 chegaram a um acordo para reduzir as despesas na categoria máxima do automobilismo. A conclusão foi anunciada em comunicado divulgado pela FIA após a reunião, que durou quatro horas em Mônaco. As entidades anunciaram que as mudanças foram tomadas para evitar novas baixas na categoria como ocorreu com a Honda.

Um dos pontos de divergência entre os lados é a implantação do motor padrão para a Fórmula 1. O pedido feito pela FIA para 2010 não contou com a simpatia de pilotos e a aprovação das montadoras, que defendem a criação de um propulsor mais barato e de maior resistência. Em comum, as duas entidades pedem a redução do número de testes, a limitação do uso de túneis de vento e um maior número de peças padronizadas para a categoria. Na semana passada, após o fechamento da Honda, a Mercedes Benz chegou a falar em redução de 50% dos custos da F-1 até 2010.

A diminuição dos gastos ganhou força após a crise econômica mundial, que afetou diretamente as empresas de automóveis. Hoje, cinco equipes da Fórmula 1 são respaldadas por grandes montadoras: Mercedes (McLaren), Fiat (Ferrari), Renault, Toyota e BMW.