Cruz Vermelha do Rio de Janeiro recusa donativos arrecadados pela comunidade nos EUA

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Uma das líderes do movimento, Denise Schneider está decepcionada e não sabe o que fazer com quase 40 toneladas de mantimentos (foto)

A solidariedade e a mobilização dos brasileiros nos Estados Unidos não foram suficientes para ajudar aos milhares de desabrigados das enchentes que mataram mais de 800 pessoas na Região Serrana do Rio de Janeiro, há um mês. Apesar da arrecadação de quase 40 toneladas de donativos, especialmente roupas, brinquedos, alimentos não-perecíveis, material de limpeza e ítens de primeiros-socorros, os mantimentos não vão chegar às vítimas por causa da burocracia no nosso país.

“Os representantes da Cruz Vermelha disseram que não tinham interesse nos produtos, pois já conseguiram arrecadar muita coisa e a liberação na Polícia Federal seria muito complicada”, contou Denise Schneider, uma das líderes do movimento que conseguiu reunir quatro contêineres de doações em cerca de trinta dias de campanha. Decepcionada, ela não sabe o que fazer com os produtos enviados pela comunidade e precisa encontrar uma saída até o fim do mês para evitar prejuízos, como o do aluguel do storage, por exemplo.

Para piorar, depois de ter colocado no Facebook toda a sua frustração, Denise ficou sabendo de moradores de Nova Friburgo que ainda há muitos necessitados. “Sou de lá e (…) tem muita gente ajudando essas pessoas, mas isso não é motivo de parar porque muitos ainda estão sem casa e roupa”, atestou Glauber Calvin Klein. Segundo Denise, a Cruz Vermelha estaria precisando de utensílios domésticos, mas ela só quer iniciar uma nova campanha depois que souber que todo o material será realmente entregue às vítimas.