D’Ale vira capitão depois de ficar no Colorado

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O meia argentino foi o maestro da classificação do Inter para fase de grupos da Copa Libertadores

A classificação do Internacional para a próxima fase da Libertadores passa, em uma enorme medida, pelos pés de D’Alessandro. O argentino foi o destaque do time gaúcho nos dois jogos diante do Once Caldas. Foram duas assistências e um gol nos 180 minutos. Além de carregar a faixa de capitão no braço esquerdo e assumir o papel de líder, não só técnico, em campo.

D’Alessandro compensa todo o esforço que o Inter teve com ele nas últimas duas semanas. Foram 15 dias de contatos entre os dirigentes e o empresário do gringo. Tudo para selar um acordo, reajustar o salário e terminar com a possibilidade de saída para o futebol chinês.

Eu consegui afastar minha cabeça de tudo que ocorreu nas últimas duas semanas. Eu estou muito agradecido ao grupo, eles entenderam a minha situação. Me senti protegido por eles. A minha resposta era ajudar dentro do campo, comentou o camisa 10.

A avaliação de D’Alessandro de seu próprio rendimento foi humilde. Não foi uma simples ajuda que o argentino deu para a equipe de Dorival Júnior. Sua figura foi avalista do êxito, tanto em Porto Alegre como em Manizales.

O forte da equipe do Internacional é o conjunto. E o D’Alessandro é peça importantíssima nisso. Ele é de alto nível, diferenciado. Mesmo não estando na plenitude, faz a diferença. O D’Alessandro faz falta na seleção dele, imagina no nosso time. Fico feliz de ver ele tranquilo, motivado, disse Dorival Júnior.

Na Colômbia, D’Alessandro deu um passe milimétrico, cirúrgico, para Oscar. O camisa 16 acabou derrubado por um marcador. Na cobrança do pênalti, D’Ale deslocou o goleiro com um chute rasteiro, no canto direito.

Do leque de possíveis dribles, D’Alessandro abriu mão da tradicional ‘la boba’. No lugar dela, deu cortes secos e arrancadas. Passes longos, curtos, pelo alto e por baixo. Ainda serviu Tinga, que anotou o segundo gol vermelho.

E durante toda a sua exibição no estádio Palogrande, D’Ale carregou uma faixa branca na manga esquerda da camisa. Um símbolo, definitivo, de sua relevância para a equipe. E de seu momento, como um dos esteios do elenco colorado.

A braçadeira é uma coisa que eu pego como um reconhecimento ao meu trabalho, definiu o meia canhoto. A chance de levar a braçadeira me deixa assumir a referência, mas aqui temos vários líderes. O grupo é muito bom, todos puxam para o mesmo lado, completou.

O novo status mudou até uma característica dele com a bola rolando. Talvez a única que não agradava os colorados. O seu temperamento e reação as decisões do árbitro e as provocações dos adversários.