Debate imigratório é adiado

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Nova data do encontro ainda não foi definida, mas senador Harry Reid (foto) acredita na aprovação de mudanças

A reunião entre o presidente Barack Obama e um grupo de parlamentares democratas e republicanos para iniciar a “discussão política” que deveria concluir com a apresentação ao Congresso, no outono, de um projeto de lei de reforma imigratória que legalizará milhões de imigrantes indocumentados, foi postergada “devido a conflitos de agenda”.
O encontro, que estava marcado para dia 17 na Casa Branca, foi postergado para uma data ainda não defiinida. Esta é a segunda vez que ocorre o adiamento da reunião por causa de conflitos de agenda.
O diálogo entre o mandatário e o grupo bipartidário fazem parte de um complexo plano anunciado no início de abril pela Casa Branca, no qual o próprio presidente convocará uma reunião de especialistas no começo do verão, e confiava que para o final do outono o Congresso recibirá um projeto de reforma.
A Casa Branca reiterou que “a ideia é começar a trabalhar em um debate mais intenso este ano”, que incluirá a participação de especialistas no tema, dirigentes de organizações nacionais que lutam pelos direitos civis e pelos direitos dos imigrantes, advogados, acadêmicos, sindicatos e religiosos entre outros.
Enquanto a Casa Branca e o Congresso acertam uma data disponível, os protagonistas do debate já começaram a dar pistas sobre o debate. O líder do Senado, Harry Reid, (democrata de Nevada) disse que colocaria “a reputação do Partido Democrata no jogo pela reforma imigratória”, mas alertou ser provável que nem todos os 59 representantes de seu partido (dos 100 na Câmara Alta) apoiarão uma reforma ampla.??
Reid mencionou ainda que, no caso de perder 10 ou 12 votos democratas, “isto nos deixa 48. Mas estou seguro de que encontraremos 12 republicanos que apoiem a reforma. Não tenho dúvida de que este será o caso”.
As preocupações de Reid quanto à unidade do partido para impulsionar um dos projetos chave da Casa Branca de Obama para 2009 foram antecipadas por Eliseo Medina, vice-presidente do Sindicato Internacional de Empreados e Serviços (SEIU), disse que esta organização não considerava que todos os democratas votarão a favor. “Nem todos os democratas nos estão apoiando. Também falaremos com os republicanos”, explicou o sindicalista.

Os convidados

Até o momento não foram confirmados os nomes dos congressistas dos dois partidos convidados pelo governo para a reunião que se realizará na Casa Branca, à qual devem comparecer os líderes das bancadas nas duas câmaras, os senadores Reid e Mitch McConnell (republicano de Kentucky), e os deputados Steny Hoyer (democrata de Maryland) e John Boehner (republicano de Ohio), além de Nancy Pelosi (democrata da Califórnia), presidente da Câmara dos Deputados.
É provável que também seja convidado o senador John McCain (republicano do Arizona) e ex-candidato presidencial de seu partido, que, em várias ocasiões, manifestou seu apoio a um plano e reforma ampla que inclua um caminho para a legalização.
Obama declarou várias vezes que apoiar um plano integral que atenda tanto às necessidades de segurança do país como o enorme custo humano sofrido pelos imigrantes indocumentados, cujo número gira em torno de 12 milhões.??