Histórico

Debatem lei anti-imigrante em New York

O condado de Suffolk está propondo medidas para punir empresas que contratem trabalhadores ilegais

Seis meses de prisão e 2 mil dólares de multa por cada trabalhador ilegal é o custo das empresas que contratarem indocumentados Suffolk, New York, se os vereadores decidirem votar a favor de uma controvertida proposta de lei apresentada pelo executivo.

Qualquer empresa ou organização que faz negócios com o condado deverá entregar uma declaração juramentada, afirmando que não tem estrangeiros indocumentados nos Estados Unidos, adverte a iniciativa entregue à Comissão pelo chefe do executivo, Steve Lewis. Esta é a primeira lei deste tipo posta à votação no estado.

Até meados de julho, 59 leis anti-imigrantes haviam sido aprovadas em 27 estados, que vão desde proibir o aluguel de casas até fixar o inglês como idioma oficial.

A ley Lewis exige que empresas, agências de serviços sociais, governos locais e qualquer outra organização que não cumpra a ordem sejam castigadas.

A iniciativa inclusive terá o objetivo de respaldar um estatuto federal existente que, entre outras medidas, pede que os empregadores sustentem com documentos que seus empregados não estão vivendo no país ilegalmente.

Um artigo da medida sublinha que as empresas que descumprirem as ordens não participarão de licitações do condado.

“O condado de Suffolk tem a oportunidade de liderar com seu exemplo um esforço para animar o governo federal ao tomar tal ação”, disse Lewis.

Nem todos apóiam – A lei anti-imigrante encontra-se nas mãos da Comissão do condado. Proprietários de empresas e defensores dos direitos dos imigrantes refutam a medida e exigem deter as discussões. Os integrantes da Comissão poderão votar a iniciativa em 22 de agosto.

Na semana passada o conselho de Avon Park, Flórida, rechaçou uma proposta similar que, se tivesse passado, deixaria sem trabalho milhares de camponeses, e os colocaria perto da deportação.

Sindicatos dos trabalhadores rurais qualificaram a medida de “perigosa” e advertiram que em várias cidades dos Estados Unidos existem propostas parecidas.

“Estão usando a parada da reforma imigratória no Congresso para aprovar leis imprudentes”, disse Tirso Moreno, coordenador da Associação de Trabalhadores da Flórida Central. “Em muitas corporações municipais não consideram que são os lavradores que dão vida aos povoados”, destacou.

Moreno enfatizou que enquanto o Congresso não tomar uma decisão definitiva sobre a reforma imigratória e aprove um plano amplo de legalização, as cidades e os condados seguirão propondo medidas como a lei de Lewis em Suffolk, New York.

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