Detectores de mentiras na fronteira

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Estados Unidos testa tecnologia moderna para revisar aqueles que tentam entrar no país

O Departamento de Segurança Nacional (DHS) testa na fronteira com o México uma nova tecnologia que registra os sinais da linguagem corporal e as reações emocionais daqueles que tentam entrar no território americano.

A tecnologia, que fica em um quiosque parecido ao de um caixa automático, promete captar e interpretar as reações das pessoas, ao ser submetidas a uma série de questionamentos feitos por uma figura com rosto humano que aparece em um monitor.
A máquina conta com uma ampla variedade de sensores que podem captar a temperatura corporal, as expressões faciais, o tom de voz, e a frequência da voz, os ritmos de respiração e outros.

A nova ferramenta, que está sendo testada de maneira limitada em uma das travessias internacionais de Nogales, Arizona, é equiparada às funções realizadas por um detector de mentiras, embora o DHS negue esta comparação.

Sob esta técnica, um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) que está no ponto de revisão de documentos imigratórios das pessoas que tentam cruzar a fronteira, escolhe aleatoriamente algum dos transeuntes e pede que passem pelo quiosque.

Ali, uma voz indica à pessoa como iniciar o processo apertando um botão e responder a todas as perguntas formuladas.

Como funciona

Uma imagem com rosto humano aparece em um monitor e começa a fazer perguntas com uma voz cordial, mas automatizada.

As perguntas podem ser deste tipo: Alguma vez alguém pediu para você trazer contrabando quando atravessar para os Estados Unidos?,
Transporta alguma coisa destrutiva em sua bolsa?, O que deve ocorrer a alguém que entra com algum contrabando?

O aparelho grava as respostas e as envia a um tablet ou computador portátil operado por um agente do ICE. O agente, não só verifica o que foi dito, como também pode observar como foi dito, enquanto olha indicadores de cores: verde, amarelo ou vermelho.

O vermelho seria equivalente a risco, o amarelo a moderado e o verde a aprovado. Um transeunte, após a avaliação automatizada da cor vermelha, pode ser submetido a uma inspeção e interrogatório exaustivo.

Aaron Elkins, da Universidade de Arizona, envolvido no projeto de testes, prefere descrever a tecnologia como “detector de anomalias”, que disse ainda requerer entre cinco ou mais anos para ser aperfeiçoada e utilizada.

Elkins explicou que a tecnologia é parte de um campo de investigação conhecido como “avaliação de credibilidade”, que busca capturar as chaves psicológicas que as pessoas transmitem com suas emoções.

Entre estas chaves incluem-se a temperatura facial de uma pessoa que usa documentos falsos, a ansiedade de um contrabandista de drogas, a batida acelerada do coração de alguém que tenta cometer um ataque terrorista