Dicas de Intercâmbio

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Como se inscrever para universidades americanas
O website www.coursera.com oferece o curso “Applying to U.S. Universities” totalmente online e gratuito. Mais de 10 mil pessoas em todo mundo participam do curso oferecido em inglês com o objetivo de entender melhor o processo americano de inscrições nas faculdades. Os alunos que completarem o curso com rendimento acima de 70% levam um certificado de participação. Ao todo são cinco semanas de curso no estilo vídeo-aula, com testes e sala de bate papo com pessoas do mundo inteiro que têm o mesmo objetivo: estudar em uma universidade americana.

Diferente das universidades do Brasil, onde somente uma boa nota em um teste (vestibular, Enem etc) pode colocar o aluno dentro da sala de aula, as universidades americanas possuem um processo que inclui, não só notas, mas até a personalidade do aluno. Ao todo, esse processo pode chegar a oito etapas ou tipos de documentos que deverão ser submetidos ao departamento de registro de alunos. Tudo isso para saber se o aluno é realmente bom e se vale a pena lhe dar uma vaga.

Cresce o número de brasileiros que fizeram intercâmbio para estudar
O número de brasileiros que fizeram intercâmbio para estudar no exterior cresceu cinco vezes em nove anos. Os países de língua inglesa – pela ordem, Canadá, Estados Unidos e Inglaterra – são os destinos preferidos dos brasileiros que embarcam para aprimorar os conhecimentos lá fora. Em 2003, 34 mil brasileiros foram para o exterior fazer intercâmbio. Em 2013, foram 175 mil estudantes – cinco vezes mais.

Um dos pacotes mais procurados é o de quatro semanas nos Estados Unidos ou no Canadá com curso de inglês e hospedagem em residência estudantil. Os preços variam muito, depende da escola e da cidade em que o aluno deseja ficar. O website www.usahelp4u.com organizou uma lista de escolas nos EUA com preços e informações lado a lado para facilitar a busca pela melhor oportunidade.

Estagiário nos EUA ganha salário de até R$ 16,2 mil, diz pesquisa
Ranking produzido pela consultoria Glassdoor selecionou as 25 companhias que pagam as melhores bolsas de estágio dos Estados Unidos. Enquanto a renda média de uma família americana é de US$ 53 mil por ano, empresas de tecnologia chegam a pagar estagiários com “cheques” de até US$ 7 mil (cerca de R$ 16,2 mil) mensais, o que dá uma renda anual de US$ 84 mil.

Lideram a lista empresas da área de São Francisco, na Califórnia – do total, 18 são da região. O setor de tecnologia também domina o levantamento, 19 dos melhores salários estão no setor, seguido das áreas de petróleo, gás e energia.

O salário médio dos estagiários no Brasil foi de R$ 859,45 em 2013, segundo estudo do Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube). Mesmo salários de profissionais com nível superior não chegam aos valores dos melhores estágios nos EUA. Conforme pesquisa da Page Personnel, os sete cargos mais requisitados para este ano no Brasil pagam renda média de até R$ 8 mil por mês para profissionais “sênior”.

Confira os dez primeiros colocados na lista dos melhores salários para estagiários nos EUA: Palantir Technologies ($7.012), VMWare ($6.966), Twitter ($6.7 mil), Linded In ($6.2mil), Facebook ($6.2mil), Microsoft ($6.1mil), Ebay ($6.1mil), Exxon Mobil ($5.9 mil), Google ($5.9 mil), Apple ($5.7mil).

Viajar é preciso (e é possível fazer quase de graça)
Há várias maneiras de viajar e fazer intercâmbio, as vezes é possível conseguir uma oportunidade de graça (ou quase de graça). A tecnologia tem ajudado os aventureiros do século 21 a economizar no bolso e se aventurar mais pelo mundo.

Conheça abaixo algumas dessas alternativas:

Trocar de casa
Alguns sites reúnem pessoas dispostas a ceder a casa e que, literalmente, trocam seus endereços por um tempo. O intercâmbio pode ser simultâneo ou não. Ou seja, você pode ocupar a casa do hóspede enquanto ele se muda para a sua. O Home Exchange é o site mais famoso do ramo, disponibiliza mais de 50 mil casas, em 150 países, e possui versão em português: o Troca Casa (www.trocacasa.com).

Couchsurfing
A prática, que pode ser traduzida, ao pé da letra, como “surfar no sofá”, implica em hospedar-se gratuitamente na casa de moradores de um determinado local. O sofá não é necessariamente o que eles têm a oferecer, muitos disponibilizam camas, colchões e até quartos privativos para os visitantes.

O site mais conhecido de adeptos dessa prática é o www.couchsurfing.org. Para utilizá-lo, basta entrar no endereço eletrônico, criar um perfil online e começar a busca de uma acomodação. Fica mais fácil escolher um lugar bacana ao olhar as recomendações já feitas por outros “coachsurfers” que passaram pelo destino.

Trocar trabalho por comida e hospedagem
Você pode ter acomodação e refeições gratuitas em outro país se estiver disposto a ceder algumas horas do seu dia para trabalhar em um negócio, que pode ser uma fazenda, uma casa de família, um rancho, alojamento ou albergue. Existem muitos estabelecimentos ao redor do mundo que oferecem, além de comida e um local para dormir, acesso gratuito à internet e a oportunidade de conviver com a comunidade local. Tudo em troca de uma ajuda.

O site HelpX (www.helpx.net) reúne muitos locais ao redor do mundo que aceitam essa prática. Quem recebe os voluntários geralmente exige um compromisso. Na média, são necessárias quatro horas diárias de trabalho para usufruir desses benefícios, mas pode haver variações.

Muitas das oportunidades são em áreas rurais, por isso, têm mais chances aqueles que incluem no perfil habilidades como saber mexer com plantas e colher frutas, cuidar de animais e andar a cavalo.

Ser voluntário de causas sociais
Essa é uma forma de viajar a custo baixíssimo – geralmente se paga a passagem aérea e o seguro saúde.

É uma alternativa para quem tem vontade de conhecer o mundo, aprender um idioma e desenvolver responsabilidade social. A One World Center é uma dessas instituições (http://oneworldcenter.org/massachusetts/). Por $4900 o estudante passa 18 meses no intercâmbio/trabalho e ainda ganha uma mesada para manter as despesas pessoais.