Diplomas latino-americanos são considerados inferiores na Europa

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Na Espanha – e provavelmente em outros países do velho continente – um diploma universitário latino-americano não tem o mesmo valor de um obtido numa instituição européia. Ou seja, o mercado de trabalho costuma descartar os profissionais latinos, fazendo com que apenas 4% dos imigrantes consigam emprego em sua área.

A constatação não foi de uma entidade de apoio aos imigrantes ou de uma associação de direitos humanos, mas da própria Universidade de Barcelona. “Os mais prejudicados são os sul-americanos, porque muitos chegam aqui com formações qualificadas, mas não conseguem o reconhecimento de seus diplomas”, disse o Chefe de Projetos da Faculdade de Sociologia da Universidade, Pascual Bayarri, um dos autores do relatório. O exemplo mais emblemático, segundo o pesquisador, é o caso dos médicos, que muitas vezes precisam recomeçar suas carreiras do zero, apesar de já terem exercido a profissão em seus países.

A média salarial também muda dependendo da origem do imigrante.

Os latino-americanos representam o maior contingente de trabalhadores entre os imigrantes da Espanha: 50,6%, comparados a 24,3% europeus, 16,3% asiáticos, 8,6% africanos e 0,2% da Oceania.