Diretores de funerárias são acusados de tráfico de órgãos nos EUA

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Sete diretores de empresas funerárias em Nova York são acusados de participar de uma ampla rede de tráfico de ossos e órgãos furtados de centenas de corpos, informaram fontes judiciais.

Depois do indiciamento em fevereiro de quatro responsáveis pelo tráfico, várias funerárias de Rochester, Manhattan, Brooklyn e Bronx foram acusadas nesta quarta-feira (18) de terem fornecido os restos mortais.

Os traficantes trocavam os ossos dos corpos por tubos de PVC, mas às vezes esqueciam dentro dos cadáveres suas luvas, aventais e outras provas, antes de voltar a costurá-los.

Também falsificavam a idade do “doador”, fazendo, por exemplo, uma pessoa de 95 anos morta por câncer passar por uma de 85, vítima de um ataque cardíaco.

Os órgãos eram vendidos para associações médicas para serem usados em transplantes. O negócio já teria movimentado milhões de dólares.

“Estes macabros ladrões achavam que podiam cometer o crime do século, roubando os ossos dos mortos, sem pensar nas famílias de suas vítimas, nem nos beneficiários que poderiam ter recebido transplantes adulterados”, disse o procurador do Brooklyn, Charles Hynes Segundo.