Dreamers voltam a protestar na fronteira com o México

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Dreamers marcham em na fronteira entre México e Estados Unidos

Os “Dreamers”, jovens que vieram para os Estados Unidos com os pais indocumentados quando ainda eram crianças, fizeram uma nova manifestação nesta quinta-feira (13) pedindo mais direitos e a vola dos pais deportados. Eles pretendem chamar a atenção das autoridades na fronteira entre Tijuana e San Diego, no sudoeste dos Estados Unidos.

A ação faz parte de um movimento organizado pelos Dreamers em 2013, sob o lema Bring Them Home (Traga-os de volta para casa). A ONG The National Immigrant Youth Alliance (NIYA) explicou que os Dreamers querem ainda asilo e vistos humanitários.

Em 2013, por duas ocasiões, grupo de manifestantes foram presos após protestos pedindo por mais direitos. Eles foram soltos e ainda são esperados para comparecer perante um tribunal de imigração onde um juiz irá determinar se deporta os jovens ou não. Porém, o processo é lento.

A manifestante mexicana Elizabeth Lara disse que seu pai, Dolores Lara, foi deportado para o México pelas autoridades de imigração dos EUA. “Meu pai precisa voltar para casa”, disse ela. Lara esperava, durante o protesto na fronteira, que o pai conseguisse atravessar e rever a família, porém o tão sonhado reencontro não aconteceu.

Autoridades entrararam em contradição quanto ao número de manifestantes no lado mexicano. O primeiro número a ser divulgado foi de 39, mas, em seguida, o número foi atualizado para 35.

Um terceiro grupo de mais de 40 pessoas estarão presentes no mesmo local na fronteira no próximo domingo (16). Essa será a última fase de um total de mais de 100 famílias que foram separadas pelas deportações e querem voltar para os Estados Unidos.

De acordo com a ONG, todos os imigrantes que querem retornar são latino-americanos, em sua maioria mexicanos. Muitos foram deportados e deixaram filhos para trás e querem juntar-se às suas famílias nos Estados Unidos.

Alguns imigrantes indocumentados que foram deportados e estavam do lado mexicano a espera de uma oportunidade, durante o protesto, para atravessar a fronteira, alimentavam o sonho de poder reencontrar a familia. “Eu acho que é tão difícil de acreditar. Tantos anos à espera de uma oportunidade, e a emoção de voltar para casa é tão forte que eu não consigo conter as lágrimas “, disse Lilian Espinoza, enquanto estava do lado mexicano.

“Eu quero voltar para lá (EUA) com a minha família. Esse (EUA) é o nosso país”, disse Lucero Acosta, uma jovem mexicana que cresceu em Nova York, mas há quatro anos voltou para o México para receber cuidados médicos.