Ebola no Brasil: detecção de um caso de ebola no Brasil pode levar dias

0
713

Se caso houver algum caso no Brasil, a detecção de um caso de ebola no Brasil terá de seguir uma burocracia que poderá levar dias até a confirmação e, consequentemente, início do tratamento.

Apenas um único laboratório esta reservado para análise de amostras por reunir tecnologia para identificação do vírus, o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará. Se uma amostra der positivo, o protocolo é seguir para o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) de Atlanta, nos Estados Unidos, onde o resultado será confirmado e o vírus identificado.

Há pelo menos cinco tipos de ebola e quatro deles afetam humanos. O tipo de tratamento a ser adotado vai depender dessa identificação. No Brasil, o resultado do exame ficará pronto em até 48 horas, segundo o IEC, mas o Ministério da Saúde não soube informar em quanto tempo a análise dos EUA chegaria de volta ao Brasil.

Se uma amostra for confirmada no Pará, o Ministério da Saúde deve ser avisado imediatamente, assim como as secretarias de saúde do estado e do município, que devem informar ao hospital de onde veio o exame. Com isso, o paciente será mantido isolado em hospital de referência para o tratamento de ebola em seu estado, para aonde foi encaminhado logo após a suspeita para receber os primeiros cuidados.

O IEC tem capacidade para analisar até 50 amostras suspeitas de dengue por dia e se diz preparado para analisar o quanto for necessário no caso do ebola.

Embora não haja ainda uma cura identificada o vírus, uma pessoa infectada com o ebola tem maiores chances de sobreviver se receber os primeiros cuidados médicos assim que surgirem os sintomas. O rápido diagnóstico ajuda a agilizar o tratamento e aumenta as chances de vencer a doença, que tem até 90% de letalidade. O uso da droga experimental aplicada com sucesso nos EUA também é recomendada dentro de um prazo curto de tempo.

No Brasil, há 37 hospitais indicados pelo governo para tratar possíveis pacientes com ebola, mas em alguns deles faltam materiais e treinamento para os profissionais.