Economia dos Estados Unidos está perto de uma recuperação autossustentável

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Dados sobre pedidos do auxílio-desemprego e consumo indicam que País está melhorando

Será que agora a economia americana engrena? Especialistas sempre argumentaram que a recuperação econômica necessitaria, em primeiro lugar, da retomada dos empregos no País. E a boa notícia veio com os dados de outubro/novembro do Departamento de Trabalho dos EUA: O número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 34 mil, para 407 mil ” o menor nível desde julho de 2008. O resultado surpreendeu os economistas, que esperavam queda de apenas quatro mil solicitações.
Na semana encerrada em 13 de novembro, o número total de americanos que recebiam o auxílio caiu para 4,182 milhões, ou seja, 142 mil a menos dos 4,324 milhões na semana anterior. A taxa de desemprego para trabalhadores com seguro-desemprego recuou para 3,3% na mesma semana. Vale lembrar que por aqui as regras para distribuição do benefício variam de acordo com o Estado e nem todos os desempregados têm direito ao benefício.

Black Friday
Num cenário de péssimas notícias, os dados sobre o emprego animaram o mercado financeiro. As bolsas de valores no País subiram e os investidores deixaram de lado preocupações com os problemas globais (Irlanda e Coreias, por exemplo) para se concentrar na melhora do mercado de trabalho e nos sinais de que consumidores estão prontos para abrir as carteiras antes da principal data do comércio na América ” a ‘Black Friday’. Os números sugerem que a economia está próxima de uma recuperação autossustentável .

Na verdade, os índices confirmam o desempenho acima da média do setor de consumo em comparação aos outros setores durante todo o ano. Em outubro, os gastos nesse particular subiram 0,4%, após aumentar 0,3% em setembro. O Departamento do Comércio informou ainda que a renda pessoal dos americanos também cresceu, cerca de 0,5% no mês passado, enquanto a taxa média de poupança dos norte-americanos subiu para 5,7% no mesmo período.

“O gasto do consumidor continua melhorando. Até mesmo o desemprego, que todo mundo sabe que é muito ruim, está certamente melhorando, embora lentamente”, disse Bryant Evans, gerente de negócios de uma consultoria em Illinois. Com isso, a confiança do consumidor americano também disparou. De acordo com especialistas da Universidade de Michigan, o índice bateu 71,6 pontos, enquanto expectativas do mercado indicavam 69,3 pontos. 

No entanto, contrariando a onda de boas notícias, o número de casas novas vendidas no País, componente fundamental para a retomada do crescimento econômico, ficou abaixo do esperado pelo mercado em outubro. Ao todo foram 283 mil unidades negociadas, número inferior às expectativas do mercado, que giravam em torno de 314 mil. “Esse ainda é o calcanhar de Aquiles da economia”, finalizou Evans.