Economia dos Estados Unidos recua 1% no primeiro trimestre de 2014

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EconomiaA economia norte-americana recuou mais do que o esperado no primeiro trimestre, apresentando recuo de 1% no PIB (Produto Interno Bruto). Os dados foram divulgados pelo Departamento de Comércio nesta quinta-feira (29).

Economistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam PIB negativo em 0,5%. É a primeira queda no indicador desde o 1º trimestre de 2011, quando o PIB norte-americano tinha recuado 1,3%. No último trimestre do ano passado, o PIB norte-americano tinha avançado 2,6%.

O governo havia estimado anteriormente expansão do PIB a uma taxa de 0,1%. Não é incomum que o governo faça revisões drásticas nos números do PIB já que não tem em mãos dados completos quando faz as estimativas iniciais.
Economistas estimam que o clima severo do inverno no hemisfério norte pode ter cortado até 1,5 ponto percentual do PIB. O governo, no entanto, não deu detalhes sobre o impacto do clima.

O volume de exportações do país caiu 6%, enquanto as importações subiram 0,7%. Além disso, o investimento imobiliário recuou 5%, e o investimento empresarial caiu 1,6%.

O resultado representa também uma forte desaceleração em relação ao quarto trimestre, quando a economia americana cresceu 2,6% em taxa anualizada. Considerando apenas a segunda metade do ano passado, o PIB do país cresceu 3,4%, o que indicava tendência de aceleração para 2014.

Embora a queda nas exportações não tenha sido tão severa como se pensava inicialmente, o crescimento das importações foi mais forte. Isso resultou em um déficit comercial que tirou 0,95 ponto porcentual do PIB. Os gastos de consumidores, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos, cresceram a uma taxa de 3,1%. O número relatado anteriormente havia sido de um avanço de 3%.

Já os gastos empresariais em estruturas não residenciais, como perfuração de gás, contraiu a uma taxa de 7,5%. O número relatado anteriormente havia sido de um avanço de 0,2%. O relatório mostrou que os lucros corporativos pós-impostos caíram a uma taxa de 13,7%, a maior queda desde o quarto trimestre de 2008.