Economia dos EUA cresce mais que o esperado no 3o trimestre

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Taxa do PIB ficou em 2,2%

A economia dos Estados Unidos cresceu mais rápido no terceiro trimestre do que o estimado inicialmente, impulsionada pelo investimento empresarial, apesar de o setor de moradia exibir a maior queda em mais de 15 anos, informou o governo nesta quarta-feira.

O Produto Interno Bruto (PIB), uma medida da atividade econômica total dentro dos EUA, cresceu 2,2 por cento em termos anuais no terceiro trimestre, acima da taxa de 1,6 por cento inicialmente informada.

O dado ficou acima das estimativas de Wall Street, que indicavam avanço de 1,8 por cento.

Ainda assim, a expansão no terceiro trimestre é menor do que a registrada no trimestre anterior, quando o PIB cresceu 2,6 por cento.

Após impostos, os lucros corporativos mostraram mais força que o esperado e devem reforçar as expectativas de que o Federal Reserve mantenha o juro nos próximos meses.

“Acho que o dado não vai mudar muitas opiniões (sobre a política do Fed)”, disse Adam Brown, da área de Treasuries do Barclays Capital.

O preço dos Treasuries caiu levemente após a divulgação do relatório.

Os investimentos empresariais foram maiores que os estimados inicialmente, de acordo com o relatório do Departamento de Comércio norte-americano.

Os investimentos não-residenciais, que servem como indicador para os gastos empresariais, avançaram a uma taxa anual de 10 por cento, maior que a de 8,6 por cento estimada originalmente.

Os lucros corporativos, após impostos, subiram 4,6 por cento. Esse número ficou muito acima do parco avanço de 0,3 por cento no segundo trimestre e do 0,4 por cento de ganho estimado por economistas em uma pesquisa divulgada pela Reuters.

SETOR IMOBILIÁRIO

Os investimentos em moradia despencaram 18 por cento, uma queda um pouco superior à de 17,4 por cento informada pelo governo norte-americano na primeira leitura. Trata-se do maior recuo desde os 21,7 por cento apurados no primeiro trimestre de 1991.

Os gastos do consumidor, que são responsáveis por cerca de dois terços da atividade econômica nacional, subiram em um ritmo anual de 2,9 por cento durante o trimestre, uma leitura mais fraca que o avanço de 3,1 por cento relatado inicialmente.

Um indicador importante de inflação –de gastos pessoais excluindo alimentação e energia– teve alta de 2,2 por cento durante o período de julho a setembro, uma leve queda em comparação aos 2,3 por cento informados na primeira leitura e próximo das expectativas de Wall Street.