Economia dos EUA registra crescimento de 2,6% no segundo trimestre

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A economia dos EUA registrou expansão de 2,6% no segundo trimestre deste ano, segundo a revisão final do PIB (Produto Interno Bruto) do país divulgada nesta quinta-feira pelo Departamento do Comércio.

A revisão mostrou uma queda em relação à estimativa divulgada no fim do mês passado, 2,9%, e ficou mais próxima do dado divulgado inicialmente, 2,5%. O PIB do trimestre passado foi o menor desde o registrado no último trimestre de 2005, com os efeitos dos furacões no sul do país sobre a economia.

Também mostrou que o crescimento no período ficou muito abaixo do registrado no primeiro trimestre do ano, 5,6%. O indicador confirma que a economia americana entrou em processo de desaceleração.

O indicador de inflação atrelado à leitura do PIB mostrou que o núcleo dos preços ao consumidor (que exclui alimentos e energia) subiu 2,7% no período –acima dos 2,1% registrados no trimestre anterior e também superior aos 2% considerados adequados pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano).

Segundo o governo, a queda na atividade do setor imobiliário teve efeito considerável. Os investimentos na construção de residências caiu 11,1% no período (taxa anualizada), maior retração em 11 anos.

O Fed elevou seus juros de 1% ao ano para 5,25% ao ano entre junho de 2004 e junho deste ano. Com juros mais altos, as hipotecas nos EUA subiram e começaram a afetar o mercado imobiliário.

Além dos efeitos sobre o setor imobiliário, os juros também afetaram os gastos do consumidor no período –que cresceram 2,6%, mesmo ritmo da estimativa anterior, mas mesmo assim um recuo em relação ao trimestre anterior, de 4,8%. Ainda pesaram no crescimento econômico os preços da energia.

Os investimentos em equipamentos e software, por sua vez, caíram 1,4% entre abril e junho, contra o crescimento de 15,6% no primeiro trimestre. Os lucros das empresas também tiveram desempenho fraco, com crescimento de 0,3%, mínimo se comparado aos 14,8% registrados entre janeiro e março.

A expectativa dos analistas agora é de que a economia cresça no mesmo ritmo neste trimestre e no próximo.