Eleitores rejeitam casamento gay em referendos nos EUA

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Emendas que proíbem o casamento gay foram aprovadas em ao menos quatro Estados americanos em referendos feitos durante as eleições legislativas dos Estados Unidos na última terça-feira (7).

Em todo o país, um total de 205 medidas foram decididas nas urnas em 37 Estados, abordando alguns dos temas mais polêmicos para o público americano –como o aborto, a legalização da maconha e o aumento do salário mínimo.

Os referendos são propostas de leis estaduais que devem ser aprovadas ou rejeitadas diretamente pelos eleitores dos Estados. É comum a realização de referendos simultaneamente a eleições gerais, por razões práticas.

Em ao menos outros 20 Estados, emendas banindo o casamento gay já haviam sido aprovadas.

Os conservadores esperavam que as medidas contra o casamento gay pudessem estimular os eleitores a comparecer às urnas. Já os democratas tentaram, em seis Estados, atrair eleitores com medidas que elevariam o salário mínimo –que foram aprovadas no Missouri, em Montana, Ohio e Nevada. Nos EUA, o voto não é obrigatório.

No Missouri, as atenções dos eleitores se voltaram também para o referendo sobre pesquisas com células-tronco, que foi um fator crucial da disputa para o Senado no Estado.

Enquanto o candidato republicano Jim Talent era contra a pesquisa, a democrata Claire McCaskill era a favor, e trouxe o ator hollywoodiano Michal J. Fox, que foi diagnosticado com o mal de Parkinson, para fazer campanha pró-pesquisas.