Em Orlando, comunidade se mobiliza pela contratação de policial brasileiro

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Em Orlando, comunidade se mobiliza pela contratação de policial brasileiroEmpresários brasileiros na área da International Dr. (principal avenida de Orlando) começaram esta semana uma campanha pela contratação de um policial que fale português. O jornalista e líder comunitário Paulo Correa está sendo um dos principais incentivadores da campanha “Policial Brasileiro na International Dr.”. “Estamos conseguindo cartas assinadas por empresários brasileiros locais e vamos enviá-las ao Chefe de Polícia (Orange County Sheriff’s), Sheriff Jerry L. Demings. O objetivo é que o departamento contrate alguém que fale nosso idioma para trabalhar na área turística da International Drive”, disse o brasileiro.

O nome mais cotado para a vaga é do pernambucano, Marcelo Amaral. O brasileiro vive há 10 anos em Orlando e graduou-se pela Academia de Polícia de Osceola County (Osceola Criminal Justice Academy – Law Enforcement Officer) e tem mais de 5 anos de experiência na área de segurança. A torcida é grande pela contratação do brasileiro, segundo Paulo Correa, no entanto, o condado já teria afirmando que não possui recursos para contratar mais um policial. “Nós precisamos de alguém que conheça a nossa cultura e que fala a nossa língua. Um policial brasileiro na área da International Dr. vai ajudar a orientar os turistas e residentes naquela região. A área também tem grande concentração de lojas, restaurantes, entre outros negócios dos muitos empresários brasileiros”, exemplifica o líder comunitário.

Marcelo conta que há oito meses vem tentando uma vaga nos departamentos de polícia dos condados da região, mas ainda não obteve resposta. “Já fiz inscrição para sete departamentos, mas a prioridade é para os veteranos. Além disso, já ouvi dizer que a concorrência é tanta pelas vagas que pessoas com mestrado estão na disputa”, conta o pernambucano que atualmente trabalha como segurança em condomínio de luxo.

Quanto à campanha para contratação de um policial brasileiro, Amaral conta que foi coincidência saber que o grupo buscava alguém que falasse português. “Acho a ideia positiva. Adoraria trabalhar junto à comunidade, principalmente na orientação de residentes e turistas. Muitos brasileiros cometem erros no trânsito, por exemplo, que poderia ser evitados se pudessem ter acesso à informação em seu idioma”, lembra.