Empresário cria cochilódromo em São Paulo

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2001

Brasileiro inova e faz sucesso com empreendimento que oferece cabines de descanso no centro da cidade

DA REDAÇÃO COM PEQUENAS EMPRESAS GRANDES NEGÓCIOS

“EmpresárioA ideia de um brasileiro criativo virou notícia na mídia americana. O jornal BBC divulgou a criação inusitada – e muito útil – do paulistano Marcelo von Ancken que criou um espaço no centro de São Paulo destinado a pessoas que querem tirar um cochilo depois do almoço. A empresa fez tanto sucesso que já abriu outra unidade no bairro do Itaim, na zona sul da cidade.

A ideia de montar um espaço para as pessoas dormirem surgiu em 2010 quando o empresário Von Ancken precisou descansar no meio do dia e não tinha como voltar para casa. Depois de dois anos planejando, a primeira unidade da marca foi inaugurada em 2012, no Shopping Porto Paulista, na Rua Augusta. Mas, por causa do fechamento do centro comercial, a Cochilo se mudou para o centro de São Paulo, em 2013.

A nova unidade vai oferecer os mesmos serviços da atual loja em funcionamento, na Praça Antonio Prado, no centro de São Paulo: cabines individuais para relaxamento, camas no formato “s”, músicas suaves e uma luz azul terapêutica. Segundo os empreendedores, os isolamentos de cada cabine de cochilo são automatizados para despertar – assim, ninguém perde a hora e dorme demais. “No momento que o tempo se esgota, a cama vibra e uma luz branca acende”, diz a cofundadora da empresa, Camila Jankavski. A Cochilo oferece pacotes de descanso com durações de 15, 30, 45 ou 60 minutos. Cada hora custa R$20,00.

Na unidade do centro, a família Von Ancken investiu R$ 200 mil. Eles acreditam que ter montado uma empresa familiar barateou os gastos. “Pelas formações que temos, criamos, por conta própria, desde a identidade visual da marca até o próprio produto”.

Com uma frequência de 25 pessoas por dia, os empreendedores esperam faturar R$ 400 mil até o final de 2014. “Nosso pacote mais vendido é o de 30 minutos”.

Em busca de investidores, a Cochilo é considerada, por seus criadores, uma startup às avessas. “Em um mundo onde todo mundo quer ser conectado, nós oferecemos o contrário. E por causa desse disso temos grande dificuldade para conseguir capital de giro”, afirma Camila. ?