Encontro sobre imigração entre Cuba e Estados Unidos não avança

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Para piorar, comitiva americana reúne-se também com opositores ao governo cubano

Estados Unidos e Cuba estão tentando retomar relações e já sentam à mesma mesa para debater questões relativas à imigração entre os dois países. O representante americano é o vice-assistente da Secretaria de Estado, Craig Kelly, especialista em asuntos do Hemisfério Ocidental e a autoridade americana mais importante a visitar oficialmente a Ilha em muitos anos.

A administração de Barack Obama conseguiu reativar estas reuniões semestrais e o governo suspendeu também todas as restrições de visitas de cubanos americanos à Cuba e também de envio de dinheiro para familiares destes cubanos americanos que ainda moram naquele país. No entanto, especialistas não acreditam que possa haver uma grande avanço daqui para a frente.

Além das exigências feitas por americanos quanto a demonstrações de respeito aos direitos humanos e democracia, um outro fato gerou críticas dos cubanos: uma delegação de diplomatas americanos se reuniu com líderes de oposição ao regime comunista da ilha e Havana encarou o encontro como uma “afronta” e uma “prova” de que o objetivo de Washington é derrubar Castro e o comunismo. Os representantes dos EUA se defenderam, alegando que o objetivo da visita foi estabelecer contato com “todos os setores” da sociedade cubana, e não apenas com o governo.