Escolas de Broward analisam possibilidade de semana com quatro dias úteis

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Proposta, já implantada em outros estados, tem objetivo de economizar energia

O conselho de educação de Broward está analisando uma proposta de reduzir a semana de aulas para apenas quatro dias úteis, como já fazem outras instituições pelo país. O objetivo é economia de dinheiro, sem prejuízo para a carga horária escolar, já que o condado sofrerá um corte no orçamento para a área educacional de cerca de 160 milhões de dólares.

Em meio à crise econômica, a iniciativa já está sendo implantada em vários setores da economia, inclusive na rede escolar. Em West Virginia e até New York as autoridades discutem a possibilidade de aderir à semana de quatro dias úteis, o que a cidade de Spring Lake, na Carolina do Norte, já implantou. O mesmo acontece nos estados de Idaho, Arizona e Oregon, onde algumas escolas já estão se preparando para esta realidade. Para tanto, a carga horária diária passaria a ser de oito horas.

O projeto tem a intenção, também, de ser ecologicamente correto, numa época em que o meio ambiente precisa tanto de nossa ajuda: mesmo aqueles que pouco ligam para a natureza têm que admitir que a medida economiza energia. Além disso, no caso dos alunos de high school, o dia de folga serviria também para que eles pudessem se dedicar a trabalhos voluntários, ou mesmo a trabalhos assalariados – aqueles que já têm idade suficiente para isso, naturalmente.

A medida não seria implantada imediatamente. O superintendente das escolas de Broward, James Notter, afirmou que a mudança dependeria de negociações com os professores e com o sindicato, e provavelmente só poderia ser implantada no ano letivo de 2010. A economia no caso do condado viria com o corte de gastos com transporte e energia, já que os salários seriam mantidos.

Mesmo ainda em fase de estudos, a idéia tem provocado polêmica. Por um lado, um aluno manifestou, no site do jornal Sun Sentinel, sua preocupação com o aumento da carga horária, alegando que “não conseguiria se concentrar por tanto tempo”; por outro, já tem gente vibrando: “Seria ótimo ter um dia a menos para fazer outras coisas. Seria como se já estivéssemos na universidade”, disse uma estudante.

A proposta certamente não seria interessante para famílias que têm filhos na Educação Infantil (Elementary School) e Ensino Fundamental (Middle School), pois os pais teriam que pagar por programas extras ou babás nestes dias de folga. “Por isso precisamos analisar a questão com muito cuidado”, disse uma integrante do Conselho, Maureen Dinnen.