Esperança para jovens indocumentados

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Medida de Obama dá alívio a milhares de jovens estrangeiros

Manuela Behnke*

O presidente Barack Obama emitiu uma ordem executiva que beneficiará centenas de milhares de jovens que foram trazidos aos Estados Unidos ilegalmente, sem terem opção. Sob o novo programa a ser administrado através do Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (U.S. Citizenship and Immigration Services (USCIS) as pessoas que forem qualificadas poderão candidatar-se e ter a deportação adiada por dois anos, sujeito à renovação, de acordo com um comunicado de imprensa do Departamento de Segurança Nacional. Muitas das disposições são similares às da proposta de lei Dream Act, que foi bloqueada pelos senadores republicanos em 2010, mas que continua a ser destaque na agenda do presidente.

O presidente Obama explicou em seu discurso do dia 15 de junho de 2012 que essa medida foi destinada a consertar a política imigratória da nação, para torná-la mais justa e mais eficiente, especialmente para certos jovens, chamados de Sonhadores. Ele ressaltou ainda que esses indivíduos são americanos em seus corações, em suas mentes, em todos os sentidos com exceção de um: no papel. Janet Napolitano, secretária do Departamento de Segurança Nacional, observou que as leis de imigração do país nunca foram destinadas a “deportar jovens produtivos, segundo comunicado de imprensa do Departamento de Segurança Nacional.

Embora não seja idêntico ao Dream Act, o programa recém-anunciado está disponível aos indivíduos que (1) estão, pelo menos, com dezesseis anos de idade e são menores de 30, (2) foram trazidos aos EUA antes de terem 16, (3) viveram nos EUA por, pelo menos, cinco anos contínuos antes da aplicação dessa medida, e (4) estão atualmente matriculados na escola, completaram o ensino médio, receberam GED, ou foram dispensados das forças armadas. Os candidatos em potencial condenados por delito ou crime ou que apresentam alguma outra ameaça à segurança nacional não serão elegíveis.

O benefício poderá ser renovado depois de dois anos. Os candidatos aprovados serão elegíveis à residência permanente, levando-se em consideração caso a caso.

Os advogados que representam os imigrantes aprovaram essa medida pois proporciona um caminho para a legalidade aos jovens imigrantes que foram trazidos aos EUA por seus pais, e que desejam permanecer legalmente no seu país de adoção. Marc Wites, do escritório de advocacia de Wites & Kapetan, escritório que fornece serviços imigratórios, observou que muitos dos indivíduos elegíveis para este programa viveram a maior parte de suas vidas nos EUA, e não podem sequer falar a língua do seu país de origem. Eles se veem como americanos, e querem participar produtivamente desse país.

Wites & Kapetan, fundado em 2001, tem ajudado muitas pessoas por toda a América Central e América do Sul, com questões de imigração, e sempre apoiou o Dream Act.

Se você tem alguma dúvida sobre lei de imigração, e a nova ordem imigratória, ligue para Wites & Kapetan para agendar uma consulta gratuita. Você também pode visitar a empresa na Web www.wklawyers.com.

*Manuela Behnke é funcionária do escritório de advocacia Wites & Kapetan