Estudo identifica mutação de proteína que produz câncer

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Cientistas dos Estados Unidos e de Cingapura descobriram uma mutação da proteína AKT1 que transforma as células em cancerígenas e induz a leucemia em ratos, diz um estudo publicado na quarta-feira (4) pela revista britânica “Nature”.

No estudo, liderado por Kerry L. Blanchard, da farmacêutica americana Eli Lilly, os pesquisadores identificaram uma mutação específica da proteína envolvida no metabolismo, na morte e na proliferação de células.

A descoberta pode contribuir para o conhecimento da biologia do câncer e para influenciar na elaboração de futuros medicamentos.

Segundo o estudo, a mutação da AKT1 tem uma participação direta no aparecimento do câncer em seres humanos.

A partir de mostras obtidas por biópsia de câncer de mama, colo-retal e de ovários, a equipe de cientistas identificou uma mutação recorrente na AKT1.

Posteriormente, a equipe analisou a estrutura desta mutação da proteína. Ela tende a se localizar nas proximidades da membrana plasmática da célula, onde se sabe que funcionam as proteínas AKT.

O estudo indica que a mutação aparece para ativar a proteína AKT, estimulando o aparecimento de uma série de sinais em cascata que transformam as células em cancerosas, ao mesmo tempo em que também induz à leucemia em ratos.