Estudo mostra que furacões destruíram mais de 320 milhões de árvores

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Katrina e Rita, de categoria 5, causaram um dos maiores desastres ecológicos dos EUA

Não bastasse todo o rastro de destruição e mortes que os furacões Katrina e Rita causaram em 2005, naquela que foi uma das temporadas mais ativas da recente história do sul dos Estados Unidos, os fenômenos naturais de categoria 5 naquele ano produziram ainda mais estragos. Segundo cientistas, mais de 320 milhões de árvores foram derrubadas ou danificadas com a força dos furacões somente nos estados do Mississippi e da Louisiana. A conclusão foi baseada em imagens de satélites da Nasa e o fato representa uma das maiores catástrofes ecológicas no país.
”Este é o maior desastre ambiental dos EUA desde o acidente com o petroleiro Exxon Valdez”, disse James Cummins, do grupo ambientalista Wildlife Mississippi, lembrando o vazamento de óleo no litoral do Alasca, em 1989. Segundo ele, por mais de dois anos, a lembrança dos dois furacões se limitaram às vidas perdidas (mais de duas mil ao todo) e aos prejuízos financeiros (superiores a 100 bilhões de dólares). “Na verdade este também é um problema sério e precisa ser abordado seriamente e isso ainda não aconteceu”, lamentou Cummins.
De acordo com os pesquisadores que tiveram acesso às imagens e vêm estudando os desdobramentos desse desastre ecológico, a morte destas árvores e a conseqüente emissão de gás carbônico jogado no ar tem o efeito semelhante à retirada de fotossíntese de todas as florestas do país, por um ano. Mesmo assim, o governo norte-americano só liberou 70 milhões de dólares para questões ligadas ao meio ambiente.
O tema foi tratado em um estudo e um de seus autores, Jeffrey Chambers, que visitou os locais mais atingidos pelos furacões, manifestou sua surpresa ao ver o impacto causado por Rita e Katrina