Estudo revela que imigrantes não querem deixar EUA

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Estudo mostra que a deteriorização da economia não causará retorno massivo de indocumentados

Ao contrário do que prevê a Organização das Nações Unidas, que divulgou um documento levantando a possibilidade de pelo menos 10 milhões de imigrantes voltarem ao seu país devido à crise internacional, um estudo do Instituto de Política Migratória mostrou que a deteriorização da economia americana não causará um retorno massivo de indocumentados que hoje vivem na América. Segundo os especialistas desta organização independente com sede em Washington DC, não há tendência definitiva que possa relacionar a recessão a um possível êxodo.

A crise, porém, certamente está provocando efeitos diferentes entre imigrantes legais e indocumentados, porque estes últimos estão mais sensíveis aos baques econômicos. “Suas decisões migratórias estão mais condicionadas à sua capacidade de encontrar emprego”, afirmou o coordenador do estudo, Aaron Terrazas. Ele não descarta a possibilidade de retorno de imigrantes, mas considera improvável que esta saída seja em número muito superior ao registrado em anos anteriores. O presidente do Instituto, Demetrios Papademetriou, disse que esta é a leitura atual da crise, mas a tendência pode mudar caso a recessão se prolongue por muito mais tempo.

Um outro aspecto interessante do estudo é que os especialistas apontam que o fluxo de migração está mais relacionado com a situação econômica, política e social do país de origem do que de particularidades dos EUA – a não ser aquelas relativas ao endurecimento na aplicação das leis de imigração. A pesquisa foi mais longe: muitos indocumentados ainda decidem se mudar dentro da América, para regiões em que não há tanta rigidez por parte das autoridades imigratórias, antes de optar pelo retorno ao país natal.