EUA buscam solução para crise em Honduras

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Departamento de Estado mantém contato com embaixada brasileira em Tegucigalpa

O Departamento de Estado dos Estados Unidos está tentando intermediar a crise em Honduras e, para isso, mantém contato constante com a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, capital daquele país da América Central. O presidente deposto, Manuel Zelaya, voltou ao território hondurenho e está refugiado desde então na embaixada brasileira. O fato acabou levando ao local centenas de pessoas, tanto simpatizantes de Zelaya, quanto correligionários do presidente interino, Roberto Micheletti. Houve confrontos.

“Queremos oferecer ajuda no que for preciso para evitar a crise política”, afirmou o porta-voz do departamento, Ian Kelly. A situação está tão grave que o Ministério de Relações Exteriores do Brasil pediu ajuda à Embaixada dos EUA em Honduras para garantir segurança e fornecimento de óleo diesel para alimentar os geradores do edifício, já que os manifestantes cortaram a eletricidade do local. Kelly reconheceu que o retorno de Zelaya a seu país gerou uma “situação delicada”, mas pediu ao presidente deposto e ao presidente interino que trabalhem para “buscar um acordo”.

Isolado internacionalmente, Micheletti resiste à pressão externa para que Zelaya seja restituído – o país está dividido. As eleições estavam marcadas antes da deposição, e nem o presidente interino nem o deposto são candidatos.