EUA contestam governo afegão

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Lista de mortos em ataque americano inclui 93 crianças

Há 93 crianças e 25 mulheres adultas entre os 140 afegãos que testemunhas dizem ter morrido por causa de uma batalha e de bombardeios aéreos norte-americanos no início de maio, o que provocou uma crise entre os governos de Washington e Cabul. A lista tem o aval de sete funcionários do governo provincial e nacional, inclusive um general que dirigiu a força-tarefa enviada pelo governo para investigar o incidente.
A chamada “lista de mártires do bombardeio do distrito Bala Boluk da Província de Farah” inclui nome, idade e nome do pai de cada suposta vítima. A vítima mais jovem tinha apenas oito meses de idade. Há 53 meninas menores de 18 anos, e 40 meninos. Só 22 vítimas eram homens com mais de 18 anos. As forças dos EUA continuam contestando a cifra, e um porta-voz militar sugeriu que alguns dos nomes podem ser falsos, para gerar indenizações.
“Bom, eu também poderia lhe dar 140 nomes. O problema é que não há prova desse número de tumbas … São pessoas reais? Realmente existiram? Eu posso lhe dar uma lista com 53 nomes de meninas e suas idades. Não há certidões de nascimento e não há atestados de óbitos”, disse o coronel Greg Julian, acrescentando que considera a lista um exagero. “Se você disser que o Taliban matou sua família, não recebe nada. Se você disser que os norte-americanos mataram sua família, você recebe assistência”, afirmou o militar.
Na semana passada, durante visita a Washington do presidente afegão, o presidente dos EUA, Barack Obama, e sua secretária de Estado, Hillary Clinton, pediram desculpas pelas mortes de civis. Mas Washington recriminou o presidente Hamid Karzai por ter ido à televisão dos EUA pedir o fim dos bombardeios norte-americanos. As autoridades afegãs dizem que esse tipo de incidente ajuda os insurgentes a jogarem a opinião pública contra a s forças estrangeiras.