EUA cortam 17 mil empregos em janeiro

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Índice é o menor dos últimos quatro anos e é mais um indicativo da recessão. Mercado não reage bem.

A economia americana fechou 17 mil postos de trabalho no mês de janeiro, no pior resultado em quatro anos. Esta é mais uma má notícia emblemática da crise nos Estados Unidos. Mesmo assim, a confiança do consumidor do país subiu em janeiro, segundo estudo da Universidade do Michigan: a pesquisa mostrou que o indicador que mede esse sentimento situou-se em 80,5, mais de cinco pontos acima do que foi registrado no final do ano passado.

Mas o aumento do desemprego deixou o mercado desanimado. O índice não era esperado, já que em dezembro a economia americana gerou 80 mil novos postos de trabalho. Só a construção cortou 27 mil vagas no primeiro mês de 2008 e o segmento manufatureiro outros 28 mil. “Estamos à beira de uma recessão agora. O mercado de trabalho sempre é um indicador mais lento. Foi o prego no caixão”, admitiu o economista Daniel North, desanimado. As bolsas americanas sentiram o impacto das estatísticas e inverteram a tendência de alta. O dólar caiu em relação a outras moedas.