EUA e Brasil se enfrentarão pelos pesos-pesados do UFC

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Fabricio Werdum e Cain Valasquez disputarão a luta mais esperada do UFC. Luta será no México em junho

Fabricio Werdum e Cain Valasquez disputarão a luta mais esperada do UFC

DA REDAÇÃO (com Combate) – Os lutadores Fabricio Werdum e Cain Velásquez vão se enfrentar pela unificação do título dos pesos-pesados no dia 13 de junho, na Cidade do México, luta mais que esperada do UFC. Nesta data, o americano já estará sem lutar há mais de um ano e meio. Na única derrota que ele sofreu na carreira, contra Junior Cigano, não lutava há pouco mais de um ano e também voltava de lesão. Para o Vai Cavalo, que vem de triunfo por nocaute técnico sobre Mark Hunt em outubro, este pode ser um diferencial a seu favor no UFC 188, quando finalmente vão duelar.

“O Cain está há muito tempo sem lutar, vai ter que se acostumar com a luta no início, então é uma vantagem importante para mim”, afirmou.

Apesar disso, Werdum reconheceu que o jogo de Velásquez não é fácil de se lidar, mas prometeu que não deixar o campeão linear se impor. O brasileiro também comentou a nova política de combate ao doping anunciada pelo Ultimate, falou sobre a derrota de Antônio Pezão para Frank Mir, do sucesso do UFC em Porto Alegre e relembrou o duelo contra Alistair Overeem, no Strikeforce, ao afirmar que o holandês havia tomado “um suco diferente” na ocasião.

O lutador brasieleiro disse que o ritmo de luta faz toda a diferença. “Faz diferença porque a gente sabe que quando está sem ritmo de luta muda o atleta. O Cain está há muito tempo sem lutar, vai ter que se acostumar com a luta no início, então é uma vantagem importante para mim. Acho que o ideal para qualquer lutar é fazer de três a quatro lutas por ano”, disse Werdum.

Contra as recentes e polêmicas notícias de dopping envolvendo o lutador Anderson Silva, o brasileiro também deu sua opinião. “O doping tem muitos casos recentes, o último foi o do Anderson, que o mundo inteiro viu. Acho bom o UFC se preocupar com isso, mas o mais importante é ter direitos iguais. Se tem exames para um, tem que ter para outro em qualquer lugar do mundo. Tem que ser a mesma regra para todo mundo. De repente alguns podem ter uma queda, sentir um pouco, mas não é todo mundo que tomava. É como o TRT. Até podia ter, mas tinha que ser para todo mundo. Tudo tem que ter um limite, tinha que ser para todos, mas isso é de cada um. O correto é tomar suplemento, fazer a coisa certa. Se é para um, tem que ser para todos”.