EUA e Brasil serão parceiros na educação profissional

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O subsecretário americano comprometeu-se a cooperar com o Brasil. Ele destacou a experiência de seu país com as faculdades comunitárias

Em reunião com o subsecretário dos Estados Unidos para Assuntos de Educação e Cultura, Thomas Farrel, nesta quinta-feira, em Brasília, o ministro da Educação, Fernando Haddad, pediu ao governo dos Estados Unidos que estabeleça parceria com o Brasil na área de ensino profissionalizante. “Nosso sistema de educação profissional sofreu vários reveses num passado recente e, se quisermos expandir a oferta, precisamos verificar o que ocorre em países bem-sucedidos na área para aprimorar nosso trabalho”, disse Haddad.

O subsecretário americano comprometeu-se a cooperar com o Brasil. Ele destacou a experiência de seu país com as faculdades comunitárias para jovens de baixa renda. “Podemos trazer algumas experiências para mostrar a educadores brasileiros”, disse Farrel.

No encontro, também ficou acertado que Brasil e Estados Unidos vão aprofundar as discussões sobre cooperações triangulares que envolvam países desenvolvidos, em desenvolvimento e pobres. “Os países ricos dão apoio financeiro e nós, que estamos em desenvolvimento, entramos com ajuda técnica”, explicou o ministro. A idéia é oferecer tecnologia de desenvolvimento aos países pobres da África, Ásia e América Latina.

Segundo Farrel, os Estados Unidos também estão interessados em estreitar os laços com Brasil por meio de bolsas de ensino que possibilitem o intercâmbio cultural. A idéia seria trazer estudantes americanos para que aprendam a língua e a cultura brasileiras e enviar brasileiros aos Estados Unidos com o mesmo objetivo. Farrel também elogiou os programas de reserva de vagas para afrodescendentes implementados por algumas universidades brasileiras. “Gostaríamos de aprender com a experiência brasileira e, se possível, aproveitar o programa para outros países”, disse, segundo nota divulgada pelo MEC.