EUA e Inglaterra afinam discurso sobre Afeganistão

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Envio de tropas é considerado vital para estratégia na região. Decisão gera críticas

ntes mesmo de o presidente dos EUA, Barack Obama, ter anunciado o envio de mais soldados ao Afeganistão, os aliados ingleses já aplaudiam a decisão americana. O ministro britânico de Assuntos Exteriores, David Miliband, destacou que o aumento das forças naquele país representa um momento significativo da estratégia na região.

Obama confirmou que mandará mais 35 mil homens ao Afeganistão, que se juntarão aos 68 mil soldados americanos que já estão lá. Do lado inglês, o primeiro-ministro Gordon Brown revelou que o plano é enviar, ainda este mês, mais 500 uniformizados, o que elevará as forças do Reino Unido a um total de mais de 10 mil pessoas. As medidas têm como objetivo acabar com a ação dos insurgentes, tanto no Afeganistão, quanto no Paquistão.

“Isso vai demonstrar que há pressão militar sobre os insurgentes em ambos lados da fronteira de uma minuciosa campanha para assegurar que a população do Afeganistão e do oeste do Paquistão possam ter esperanças”, afirmou o ministro britânico. Os EUA apoiam a convocação de uma conferência sobre o Afeganistão em Londres para o dia 28 de janeiro, anunciada por Brown na recente cúpula dos países da Commonwealth (comunidade britânica de nações), em Trinidad e Tobago.