EUA mostram disposição para acordo com o Mercosul

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Retomada das negociações com o Brasil, porém, pode ser prejudicada pelas eleições na América

O governo americano admite que está disposto a voltar a conversar com o Brasil sobre a possibilidade de retomar as negociações comerciais entre o Mercosul e os Estados Unidos. No entanto, especialistas alertam que a possibilidade de uma retomada seria prejudicada pelo fim da atual administração: o presidente George W. Bush está em seus últimos meses no cargo.
O chanceler brasileiro Celso Amorim, ao ver fracassar a atual etapa de negociações da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC), admitiu que poderia voltar a conversar com a Casa Branca para uma aproximação em termos de uma negociação. Ele disse, porém, que o processo não poderia repetir os mesmos erros da Alca, quando os americanos insistiam em regras de propriedade intelectual e investimentos.

“Estou sempre disponível para falar com o Brasil sobre liberalização comercial. Amorim exibiu liderança e foi um dos países que, junto com os Estados Unidos, endossou o pacote, mesmo que isso tenha causado alguma dor e desconforto. Estou sempre interessada em ter essa conversa”, afirmou Susan Schwab, representante de Comércio da Casa Branca. Mas a enviada do governo Bush deixou claro que acordos de comércio “não será um presente” que Washington fará.