EUA prende seis suspeitos de planejar ataque em Nova Jersey

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Autoridades americanas prenderam nesta terça-feira seis muçulmanos estrangeiros acusados de planejar um ataque contra uma base do Exército dos Estados Unidos em Nova Jersey. Os investigadores informaram que, caso fosse levada a cabo, a ação mataria dezenas de soldados americanos.

O plano foi descoberto depois que os acusados gravaram um vídeo no qual atiravam contra um loja. Eles pretendiam transformar a filmagem em um DVD. Os presos são provenientes da ex-Iugoslávia e do Oriente Médio.

Segundo autoridades, não há provas diretas que ligam os seis acusados a nenhuma organização terrorista internacional como a Al Qaeda. Vários dos presos disseram estar prontos para matar e morrer “em nome de Alá”, de acordo com dados da Justiça americana.

Os procuradores que atuam no caso afirmaram que o objetivo dos detidos era “matar o maior número de soldados possível” com ataques com morteiros, granadas e armas de fogo. Eles também teriam falado sobre um possível ataque a uma base da Marinha na Filadélfia, durante um jogo anual de futebol americano entre a Marinha e o Exército.

Infiltrado

Os investigadores afirmaram que um informante se infiltrou no grupo há mais de um ano e secretamente gravou conversas entre os acusados.

Os seis foram presos na noite desta segunda-feira ao tentarem comprar fuzis AK-47 e outras armas de um informante do FBI (polícia federal americana). Eles deverão se apresentar a um juiz federal na tarde de hoje para serem formalmente acusados de conspiração para matar oficiais americanos.

Quatro suspeitos nasceram na ex-Iugoslávia, um nasceu na Jordânia e outro veio da Turquia, segundo autoridades. Todos vivem nos EUA há anos, mas três deles viviam no país ilegalmente. Dois outros tinham autorização para viver nos EUA permanentemente e o último é cidadão americano.

Documentos da corte afirmam que os suspeitos chamaram a atenção das autoridades em 2006, quando um comerciante alertou o FBI para um vídeo “perturbador” que ele recebeu para copiar em um DVD. O vídeo mostrava os suspeitos atirando enquanto gritavam em árabe “Deus é grande”, segundo os documentos.